Agricultor morre após acidente de moto na CE-397, em Porteiras.

Agricultor morre após acidente de moto na CE-397, em Porteiras.

DA AGÊNCIA CARIRICEARA
Redação – Foto: Vc repórter/ WhatsApp

Um agricultor identificado por Jaílson da Cruz Lino, 19 anos que residia no Sitio Lagoa do Mato, zona rural de Brejo Santo foi encontrado por volta das 06h30min, deste domingo (11), por populares que avisaram a polícia, morto caído às margens da rodovia estadual CE-397 que liga o centro da cidade de Porteiras a BR-116, na ponte do sítio Moquém, em Porteiras.

De acordo com a Polícia Militar, o corpo da vitima estava ao lado de uma motocicleta modelo CG 125 Titan KS, ano 2002/2003, de cor azul, e placa HXY-3361, inscrição de Juazeiro do Norte/CE, que provavelmente era guiada por Jaílson. Não se sabe até o momento o que teria provocado o acidente.

Os militares que atenderam a ocorrência comunicaram a morte Núcleo de Ciências Forense que deslocou uma equipe no rabecão que fez o traslado do cadáver para ser necropsiado.

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Mototaxista é encontrado morto em Lavras e ossada humana no Barro

Mototaxista é encontrado morto em Lavras e ossada humana no Barro

Mototaxista é encontrado morto em Lavras e ossada humana no Barro

DA AGÊNCIA CARIRICEARA
Jota Lopes – Foto: Reprodução/WhatsApp

Em Lavras da Mangabeira por volta das 13h30min deste domingo (11), chegou ao conhecimento do destacamento militar a informação da localização de um corpo do sexo masculino caído ao solo em posição decúbito dorsal em uma estrada de acesso ao Sítio Sipriano, distante cerca de nove quilômetros da sede daquele município. A patrulha PM composta pelos Cabos Ledo e Amorim, Soldado Ramos deslocou-se para o local onde deparou-se com cadáver já em avançado estado de putrefação.

A vítima trata-se do mototaxista de 65 anos de idade, Cícero Sobral Bezerra que residia no Sítio Juazeirinho, em Lavras. Os militares solicitaram a presença da perícia do cariri que compareceu ao local e removeu o corpo para necropsia que apontará a real causa da morte.

Ossada humana

BARRO Na manhã deste domingo na zona rural do Barro, uma ossada humana foi localizada por populares que avisaram a polícia militar. O fato se deu por volta das 10 horas, no Sítio Furnas. Segundo a polícia, a vítima foi identificada como sendo a pessoa de Pedro Vieira da Silva, 49 anos que morava na Maria Brasilina, bairro Trajano Nogueira.

O policiamento que atendeu a ocorrência comunicou o fato a Núcleo de Ciências Forense do Cariri que deslocou uma equipe no rabecão que recolheu os restos mortais para os devidos procedimentos.

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Quadrilha destrói parcialmente agência bancária, aterroriza cidade de Assaré-CE e foge com cerca de 50 mil reais em dinheiro

Quadrilha destrói parcialmente agência bancária, aterroriza cidade de Assaré-CE e foge com cerca de 50 mil reais em dinheiro

Quadrilha destrói parcialmente agência bancária, aterroriza cidade de Assaré-CE e foge com cerca de 50 mil reais em dinheiro

DA AGÊNCIA CARIRICEARA
Redação – Fotos: Vc repórter/WhatsApp

Uma quadrilha fortemente armada atacou uma agência do Banco do Brasil, no início madrugada deste domingo (11), em Assaré-CE, região do cariri oeste. Com a ação dos bandidos, o prédio da agência bancária ficou parcialmente destruído. A polícia militar informou que o fato ocorreu por volta das 02h30min.

Ainda de acordo com a PM, o bando ao chegar a cidade, fez um cordão humano com pessoas que estavam em bares que funciona nas imediações do banco passando a efetuarem disparos de arma de fogo para o alto, em seguida dinamitaram do prédio da instituição financeira para depois de posse de uma quantia em dinheiro estimada de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), conforme informou o gerente do banco Pedro Henrique Diógenes empreenderem fuga no sentido a Serra de Santana de Assaré-CE, não levando reféns. No local do crime foram encontradas por populares cápsulas deflagradas, calibres 40 e 12 que

De acordo com boletim da polícia militar enviado a imprensa, no momento da ação criminosa apenas um Agente Penitenciário se encontrava na sede do policiamento de Assaré. Os policiais de serviços estavam atendendo a ocorrência de briga em um evento festivo “Forró”, no Sítio Boqueirão, a cerca de 04 km da sede do município de onde os mesmos afirmaram ter ouvido as explosões e logo deduzirem que fossem no banco, e solicitaram reforço aos destacamentos de Antonina do Norte-CE e Tarrafas-CE.

Equipe de militares do COTAR, Batalhão de divisa, CIOPAER também, foram acionadas para darem apoio ao policiamento local no intuito de desarticular a quadrilha, prender os infratores, e recuperar o dinheiro roubado, mas até fechamento dessa matéria, não haviam óbito êxito.

Ainda de acordo a policia, foi apurado tratava de uma quadrilha com os mesmos modus operandi do bando que explodiu a Agência do Banco do Brasil de Antonina do Norte, no inicio da madrugada da última sexta-feira (09), com aproximadamente de 15 a 20 homens, que utilizaram os veículos um Santana de cor preta, um Golf de cor prata, um Gol de cor preta, e várias motocicletas. Segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará, foi o 30º ataque no estado, sendo a terceira explosão de banco somente neste mês de junho. Além do ataque em Assaré, criminosos também explodiram as agências de Antonina do Norte e Miraíma neste mês de junho.

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Em Abaiara, agricultor morre em colisão frontal entre moto e carro, e carpinteiro vai a óbito em outro acidente ocorrido em Lavras.

Em Abaiara, agricultor morre em colisão frontal entre moto e carro, e carpinteiro vai a óbito em outro acidente ocorrido em Lavras.

Em Abaiara, agricultor morre em colisão frontal entre moto e carro, e  carpinteiro vai a óbito em outro acidente ocorrido em Lavras.

DA AGÊNCIA CARIRICEARA
Jota Lopes – Foto: Arquivo

A violência no transito provocou duas mortes na região do cariri, uma na noite deste sábado (10) e outra madrugada de hoje. Em Abaiara uma colisão envolvendo uma motocicleta modelo NXR150 Bros KS, ano 2010/2011, de cor vermelha e placa OCP0742, e um automóvel modelo Gol 1.0, ano 2007, de cor cinza e placa HXY2042, matou um agricultor e deixou um filho deste ferido.

Por volta das 18h40min, José Severino do Nascimento, 53 anos e seu filho, Cícero Bruno Monteiro do Nascimento, 18 anos, os dois com residência no sitio Camará, em Abaiara, trafegavam de moto pela rodovia estadual CE 393 quando nas proximidades da churrascaria de Marcondes se envolveram no acidente. De acordo com a polícia militar, o motorista do carro trata-se de Alison Renan Pereira Dantas, residente no bairro Santa Tereza, Juazeiro do Norte que após o fato, evadiu-se sem prestar socorro às vítimas.

Pai e filho foram socorridos por populares para o Hospital Geral de Brejo Santo, ambos com fraturas expostas, onde José Severino veio a entrar em óbito por volta das 20 horas, enquanto o jovem permanece internado. A polícia fez diligências na tentativa de prender o motorista do automóvel, mas sem êxito.

Já no município de Lavras da Mangabeira, o carpinteiro José Nunes de Sousa, 55 anos que residia na Rua Virgílio de Aguiar Gurgel, naquela cidade por volta de 01h00min deu entrada no setor de emergência do hospital São Vicente Ferrer, socorrido por populares vítima de acidente de transito ocorrido minutos antes. O mesmo ainda chegou ser encaminhado ao Hospital regional do Cariri, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito anda no trajeto.

No local aonde ocorreu o acidente não foi informado pela polícia. Nos dois casos, os corpos foram trasladas uma equipe do rabecão do Núcleo de Ciências Forense (Antigo Instituto Médico Legal-IML) regional do cariri para necropsia e posterior liberação para sepultamento.

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FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA Mudanças põem em risco as manifestações culturais

FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA Mudanças põem em risco as manifestações culturais

FESTA DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA Mudanças põem em risco as manifestações culturais

Conteúdo do Diário do Nordeste

Barbalha. A tradicional Festa de Santo Antônio, padroeiro deste Município, na região do Cariri cearense, vai muito além do Cortejo do Pau da Bandeira, que reuniu cerca de 300 mil pessoas no último dia 28 de maio. A festa do Santo casamenteiro aglutina diversos grupos culturais. Estima-se que 50 grupos folclóricos, entre maneiro-pau, incelenças, penitentes, reisados, quadrilhas e bacamarteiros, se apresentem durante os 13 dias de festejo. São cerca de 500 brincantes.

Entretanto, com quase três séculos de existência, é natural que ocorram mudanças entre esses grupos que ajudaram a tornar a Festa de Santo Antônio patrimônio imaterial brasileiro, reconhecida há dois anos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “É preciso lembrar que as mudanças são fruto das relações sociais, políticas e culturais existentes em um dado tempo e geração. Fazem parte da natureza dinâmica do patrimônio imaterial ou intangível”, avalia a doutoranda em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Simone Pereira da Silva.

Para ela, os sentidos simbólicos, históricos, sociais e culturais da festa foram alterados: “A estruturação e execução das práticas dos integrantes transformaram-se, para enquadrá-los em uma nova lógica de atração turística e de afirmação da tradição local”. Ela cita os grupos de reisados como exemplo, que tiveram o tempo de apresentação reduzido, os entremezes foram retirados, as peças alteradas e as embaixadas, que é a parte da apresentação mais dramática com espadas, foram incentivadas.

Tais mudanças, no entanto, não são vistas necessariamente de forma pejorativa. O professor doutor da Universidade Regional do Cariri (Urca), Josier Ferreira, lembra que a cultura, por ser dinâmica, é capaz de se adaptar às contemporaneidades que demarcam o presente, buscando se reinventarem como alternativa de garantirem a sua continuidade. Porém, Ferreira alerta “que é preciso articulação que promova a valorização da consciência cultural” para que a festa não se torne apenas espetáculo.

Início

Pesquisadora dos festejos de Santo Antônio, Simone explica que as (re)significações começaram por se evidenciar a partir da década de 1970, quando o então prefeito Fabriano Livônio Sampaio decidiu mobilizar duas escolas a fim de arregimentar os grupos da cultura com finalidade de transformar a celebração em um grande festejo. Conforme recorda, grupos ligados às práticas devocionais, que exerciam seu saber dentro de uma lógica sagrada e distante de um público amplo, se viram em uma situação inusitada que demandava novas formas de enquadramento.

“Tratava-se da oportunidade de divulgarem seus saberes e serem reconhecidos nesse espetáculo da festa. Então, passaram a usar uniformes aconselhados por representantes do poder municipal, delimitaram seus espaços e tempos de apresentação, alguns retiraram elementos ou objetos da encenação, outros agregaram sentidos e assim foram se evidenciando as mudanças ao longo do tempo”, explica a doutoranda.

Natural

Apesar de alguns grupos mais antigos manterem suas práticas com menos alterações do que outras, estudiosos fazem a ressalva que estes já não são os mesmos de outrora, embora mantenham elementos de matrizes passadas. Simone cita os penitentes do Sítio Cabeceira, o Reisado de Couro e as bandas cabaçais ao recordar que a falta de incentivo financeiro é uma das razões das mudanças.

“A sua permanência depende, sobretudo, de um maior incentivo e valorização do poder municipal e estadual. Os grupos recebem tão pouco que mal dá para comprar os objetos inerentes à prática. No caso das danças, o cachê não é o suficiente para contratar uma banda cabaçal para acompanhá-los no momento dos ensaios. Então, como continuar com uma prática sem um maior incentivo do poder público?”, indaga.

Para Josier Ferreira, de um modo geral, a festa ainda mantém vínculos que dialogam com a sua originalidade, como letras, cantos, danças, expressas em reisados, maneiro paus, bandas cabaçais, penitentes e outros. “Estas manifestações interagem na composição da festa que se mesclam ao sentimento religioso em Santo Antônio. Trata-se de saberes espontaneamente herdados pela oralidade e assimilação de ritos e que necessitam ser entendidos em conexão com o lugar, que possibilita a interatividade dos seus fatores antropológicos com as representações mentais derivadas da abstração dos seus espaços vividos que demarcam a territorialização da cultura”.

Apesar de ambos considerarem essas “alterações” normais, a historiadora e coordenadora dos grupos parafolclóricos de tradição popular das escolas municipais de Barbalha, Maria Celene Sá de Queiroz, adverte que não devem existir mudanças radicais: “É admissível e, de certa maneira, aceitável que ocorram mudanças. A própria mídia, as redes sociais e a facilidade de locomoção das pessoas provoca a aculturação, porém, a manutenção dos festejos tradicionais é de relevante valor para nossa história e não pode e nem deve sofrer mudanças radicais, podendo causar com isto a própria extinção, o que seria desastroso”.

O pensamento da historiadora é compartilhado pelo decurião mestre Zé Galego, do grupo de penitentes que surge no Sítio Lagoa, em Barbalha. “A mudança vai acontecer sempre. Até de um ano para outro algumas coisas podem mudar, quanto mais em décadas. Não vejo problema, contanto que a tradição, os elementos iniciais, sejam mantidos”, pontua.

Preservação

Embora iniciada no século XVIII, a Festa do Pau da Bandeira da forma como é conhecida atualmente acontece desde 1928. Os festejos ao padroeiro da cidade ganharam maior visibilidade a partir do momento que os grupos da cultura, dita popular, foram inseridos na festa. A diversidade de práticas e sentidos agregou na celebração em homenagem a Santo Antônio brilho e riqueza de elementos, que a tornaram distinta de todas as outras. “Uma miscelânea de grupos de matrizes diversas que juntas formam um caleidoscópio cultural maravilhoso. Portanto, é necessário pensar medidas que visem à valorização e salvaguarda de grupos mais antigos na permanência do festejo”, pontua Simone Ferreira.

O professor Josier acredita que a preservação não passa apenas pela repetição anual das apresentações, mas também pela promoção da autoestima dos brincantes e do povo a partir da sintonia com o processo de construção histórica da região, que possibilite o sentimento de pertencimento.

Cuidados

O limite entre mudança e extinção é tênue, avalia Josier Ferreira. Apesar de reconhecer que preservação não significa conservação, ele lembra que muitos grupos ficaram “anos no esquecimento” e atribui a “morte” desses grupos à falta de apoio: “A falta de políticas de sustentabilidade cultural das tradições agrárias que alimentam o universo simbólico da Festa do padroeiro de Barbalha associada ao processo de resignificação cultural da própria Festa é um dos fatores que contribui para o declínio de algumas práticas culturais, inclusive passivas de extinção”.

“Existem grupos de lapinha, como o do Barro Vermelho, que há mais de 11 anos não se apresentavam. Outro exemplo, o repasse do aprendizado do tocar pífanos pela falta de incentivo cultural nas comunidades de origem, vitimadas pela pressão da modernidade cega e da cultura de massa, causou a redução do número de bandas cabaçais. Os penitentes também foram reduzidos. É preciso entender, reconhecer e valorizar o brincante, não apenas como artista associado aos festejos, mas também com humano, capaz de perpetuar a cultura”, completa Josier.

Não são fenômenos sociais fechados

Como têm ocorrido as transformações desses grupos?

A permanência dessas manifestações de origens agrárias, tidas como tradicionais, é um fenômeno de resistência da cultura popular. As culturas populares não são fenômenos sociais e simbólicos estáticos, fechados, são dinâmicas, passam por transformações significativas ao longo do tempo, numa percepção também contemporânea. Não existe essa coisa de “sacrário” intocável da pureza e da originalidade, tudo muda, tudo se transforma. Muitas dessas tradições de origem agrárias, como o Reisado, são hoje manifestações urbanas e bastante antropofágicas, no sentido da compreensão de Oswald de Andrade, incorporando novas formas, novas cores, novas abordagens e significados, das mais diversas fontes e origens. É um processo bem dinâmico

Qual importância da preservação desses grupos?

Alguns grupos guardam grande vitalidade e outros decrescem, como os Penitentes, que é um ritual religioso e que deveria ter permanecido para sempre oculto, como ritual secreto. Outros grupos atingem novo vigor e se renovam em contato com os estudantes, com as festas dos distritos, com a transmissão que está sendo dirigida aos jovens pelos grupos mais velhos. Preservar ou não esses grupos e essas seculares manifestações da cultura cearense não é apenas uma questão de vontade do Estado, é também uma dinâmica social e cultural posta em movimento pela própria sociedade. O que se preserva, sem função social e simbólica vivas, é coisa que já morreu, resquício de folclore para turista ver. É preciso que essas manifestações permaneçam viúvas dentro das suas próprias comunidades, com funções sociais, culturais, simbólicas e lúdicas bem definidas.

Nesse contexto, qual a importância da Escola de Saberes?

A Escola de Saberes de Barbalha (ESBA) parte do reconhecimento dessas manifestações culturais como expressões da cultura brasileira, compreendendo-as também como herdeiras de muitos povos e nações, um encontro de mundos. Coloca-se como um ponto de encontro de discussão, de reflexão, de estudo, de análises, de experimentações. Trabalha a oralidade e também o discurso acadêmico, a regionalidade e a universalidade, saberes empíricos e ciência.

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Cármen Lúcia critica suposta espionagem de Temer contra Fachin

Cármen Lúcia critica suposta espionagem de Temer contra Fachin

Cármen Lúcia critica suposta espionagem de Temer contra Fachin

Exame.com

São Paulo – Em nota divulgada neste sábado (1), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez duras críticas à possibilidade de o presidente Michel Temer (PMDB) ter acionado a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

“É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”, disse a ministra, em nota.

Na sexta-feira (9), reportagem da revista VEJA informou que o governo teria se mobilizado para bisbilhotar a vida do ministro com o objetivo de fragilizar a posição de relator do magistrado nas investigações da Lava Jato. De acordo com a publicação, a investigação da Abin já estaria em curso há alguns dias, e teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho particular da JBS.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República negou a informação. “O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei”, diz o texto.

“O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça”, continuou a ministra.

Veja a nota na íntegra.

“É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes.

Própria de ditaduras, como é esta prática, contrária à vida livre de toda pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente.

O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça.

Se comprovada a sua ocorrência, em qualquer tempo, as consequências jurídicas, políticas e institucionais terão a intensidade do gravame cometido, como determinado pelo direito.

A Constituição do Brasil será cumprida e prevalecerá para que todos os direitos e liberdades sejam assegurados, o cidadão respeitado e a Justiça efetivada.

O Supremo Tribunal Federal tem o inasfastável compromisso de guardar a Constituição Democrática do Brasil e honra esse dever, que será por ele garantido, como de sua responsabilidade e compromisso, porque é sua atribuição, o Brasil precisa e o cidadão merece.

E, principalmente, porque não há outra forma de se preservar e assegurar a Democracia”.

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