‘Acne-positive’: conheça o movimento que promove a aceitação da pele natural

abril 11, 2018 08:060 comentários

© Instagram/@emeraldxbeauty A influenciadora de beleza afegã Khadeeja Khan compartilha suas experiências com a acne nas redes sociais

Estadão
Em janeiro deste ano, a modelo Kendall Jenner esteve entre os assuntos mais comentados do Globo de Ouro – e não graças ao vestido que usava, mas por comparecer ao tapete vermelho da premiação com espinhas aparentes no rosto. Na época, em resposta a uma postagem em sua defesa no Twitter, a irmã mais nova de Kim Kardashian aconselhou: “nunca deixe isso parar você”. A defesa da acne como algo natural (inclusive na vida adulta, já que é cada vez mais comum entre pessoas de 20 a 40 anos) tem ganhado força entre mulheres mundo afora, que encabeçam o movimento chamado de acne-positive. Com inspiração na iniciativa body-positive, que promove a aceitação de corpos fora dos padrões, o ativismo acerca da acne surge em um momento importante para o mercado de beleza.

A valorização das características reais da mulher agora é uma conversa crescente nos veículos voltados ao público feminino, e ganha ainda mais força em plataformas como o Instagram e o YouTube. A influenciadora de beleza afegã Khadeeja Khan, que usa os canais para compartilhar suas experiências com a acne, recentemente expôs uma empresa de cosméticos por encerrar seu contrato por causa das lesões que tem na pele. “Quando as pessoas dizem coisas maldosas sobre você na internet, já é algo esperado. Mas quando você ouve isso de uma marca de beleza, machuca muito, porque pensa que realmente não há espaço para alguém como você nessa indústria”, disse ela.

A atriz norte-americana Lili Reinhart, estrela da série Riverdale, também já abordou o tema em suas redes sociais. Ela tem acne cística, um tipo de condição mais grave, no qual espinhas grandes se desenvolvem nas regiões do rosto, peito, costas, braços e coxas, com maiores chances de deixar cicatrizes. Em entrevista à revista Teen Vogue, ela contou que a questão teve grande impacto em sua autoestima durante a adolescência, mas que, com os anos, percebeu que “não poderia deixar uma espinha no rosto decidir onde podia ou não podia ir”.

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