Anitta fala sobre aposentadoria após os 30 anos

Anitta fala de parceria com Madonna e aposentadoria após os 30 'cheguei no ápice'. Foto ReproduçãoInstagram

Anitta fala de parceria com Madonna e aposentadoria após os 30: ‘cheguei no ápice’. Foto: Reprodução/Instagram

Convidada para dar uma palestra sobre empreendedorismo num evento de tecnologia no Expo Center Norte, em São Paulo, na última quarta-feira, a cantora Anitta falou sobre sua experiência como empresária de sucesso aos 26 anos e também da recente parceria com Madonna, com quem lançou o feat. “Faz gostoso”. A carioca de Honório Gurgel palestrou para um público de 4,5 mil pessoas, segundo a organização do evento, e revelou, com detalhes, a estratégia que usou para chegar no mercado internacional. Anitta ainda afirmou que pensa em se aposentar aos 30 anos. Leia trecho da palestra abaixo:

Madonna

“Eu tenho 26 anos. Todas essas coisas que eu fiz, eu já considero muito grandes. Não imaginava… Gravar com a Madonna, para mim, foi quando eu falei: ‘ok, não vou me cobrar mais nada, pois eu cheguei no ápice de qualquer lugar que eu pudesse chegar na minha vida, com 40 anos, que dirá com 26. Decidi que, para mim, estou 100% realizada. Tudo que eu tracei na minha vida desde pequena, eu consegui dez vezes mais”.

Anitta e Madonna no estúdio de gravação, em dezembro

Anitta e Madonna no estúdio de gravação, em dezembro Foto: Reprodução/Instagram

Reconhecimento

“Nunca imaginei que eu ia para outro país e as pessoas iam saber quem eu sou, ouvir a minha música. Hoje eu me considero 100% realizada, não me cobro nada mais. Costumo brincar e dizer que se eu quiser dormir hoje e acordar em dez anos, eu ainda vou estar no lucro. Mas a gente não pode perder o nosso estímulo de vida, o nosso crescimento. Sigo arriscando, me colocando em novos desafios, sempre sabendo que a minha segurança financeira já foi garantida na minha vida, mas não com a possibilidade de frustração, caso não ocorra exatamente como eu imaginei, porque já foi demais para mim”.

Aposentadoria

“Não penso em ser cantora por muito tempo. Depois dos 30 (anos) já estarei diminuindo, quase parando. Daí eu pretendo trabalhar com outras coisas, que hoje eu dedico uma parte do meu tempo: que é a parte empresarial, de consultoria ou de criação para terceiros. Já tenho o meu produto do meu coração, o meu desenho, o clube da Anittinha, que é uma coisa que eu penso no boom daqui a cinco anos. E vou trabalhando por trás das cortinas preparando a cama para esse momento (parar de cantar)”.

Carreira internacional: estratégia

“Tive todas as resistências que você puder imaginar, incontáveis. Hoje em dia, agora todos estão buscando vir para o Brasil me encontrar. Antes, muitas dessas mesmas pessoas falaram que era impossível, que não conseguiriam fazer (parcerias), por muita gente já ter tentado, por ser um trabalho muito cansativo, que exige muita dedicação e muito foco… E também, sempre que você tenta exportar o seu trabalho, aquelas pessoas que já estão lá, já garantiram o seu trabalho, vão sempre tentar fechar o seu cerco para que você não consiga adentrar, porque, na cabeça deles, acaba sendo mais uma competição. E o que eu fiz foi entrar em contato direto com os artistas, com pessoas que também poderiam se beneficiar, caso a gente fizesse uma parceria de mercado. Então, eu fui atrás de artistas que tinham o mercado que eu não tinha, mas que não tinha o mercado que eu tinha. E propus fazer uma troca: um ganha lá, ganha cá. E fui tratando mesmo como um negócio: explicava para eles que eu não tinha empresário, ofereci representação aqui no meu país, facilitar para que eles conseguissem fazer negócios aqui, e em troca eles faziam a mesma coisa comigo lá fora”

“Decidi fazer carreira internacional quando eu tinha 23 anos, quando eu ganhei muitos prêmios aqui no Brasil. E pensei: com 23 anos eu já ganhei tudo isso, o que mais eu vou fazer da minha vida? Não gosto de comodismo, gosto de estar sempre me colocando em novos desafios, me arriscando, e eu quis fazer novas coisas. Muita gente falou para mim que era impossível fazer carreira internacional. Falou para mim que é impossível, eu já quero fazer (risos). Comecei a viajar e marquei reuniões de negócios com pessoas das indústrias. Foi um fiasco total, porque essas pessoas da indústria vão falar para você o que é bom para elas, o mercado é deles e eles só vão usufruir do que você tem”.

“Então, eu fui para a rua, para os bares. Fazia, às vezes, três boates numa mesma noite: uma mais classe A, uma mais classe média e uma mais popular. Para entender o público, para escutar as músicas, buscar as músicas que estavam sendo tocadas. Para buscar o tipo de pessoas, como eles curtiam a balada, como era o comportamento das pessoas nas balada em cada país. E aí fui descobrindo os artistas que no Brasil ninguém sabia quem era, mas que nesses lugares eram grandes, e aos poucos eu fui entendendo que essa seria a minha forma de negócio. Encontramos, nesse exato momento, um parceria internacional, mas tudo o que fizemos até agora foi sozinho. Todas as atitudes que eu tomei, foram voltadas para as pessoas da indústria, para que eu pudesse, agora, sentar em negociação internacionalmente, a nível de fazer uma negocião boa para mim, não só boa para o lado de lá”.

Visão para os negócios

“Sempre tive a certeza do que eu fazer na minha vida desde que eu nasci. Hoje eu já sonho com essa cabeça: de que vai ser realizado. A primeira vez que tive contato com Administração foi na minha adolescência. Fiz obrigado pelo meu pai. Eu queria fazer marketing, mas meu pai disse que era coisa de rico e que eu tinha que fazer algo que me colocasse no mercado de trabalho mais facilmente. Fui estudar Administração por três anos. Eu detestava, mas era boa aluna. Tudo que eu faço, mesmo que eu não goste, eu gosto de fazer bem feito. Fiz um estágio na Vale do Rio Doce por um ano. Eu ia ser efetivada. No dia da assinatura do contrato, eu desisti, porque eu queria serguir o sonho de ser cantora. Pensei que nunca mais me daria com essa coisa de contrato, papel, etc. até que eu tinha tinha pessoas para cuidar da minha carreira, mas elas não faziam da maneira que eu acredito ser melhor para mim, da maneira que eu gosto de tocar”

“Busquei muito alguém que pudesse me representar. Sou uma pessoa que vê muito na frente, faço planos… o que eu movimento agora, planejo para daqui a cinco, seis anos. Gosto de jogar em todas as áreas. Foi muito difícil encontrar alguém que eu identificasse com essas características e que fosse fazer com amor, dedicação e carinho. Não encontrei e falei: bom, vou ter que fazer eu mesma. Chamei o meu irmão, e disse que a gente precisava abrir a própria empresa para cuidarmos dos nossos negócios. Ele ficou desesperado. Desde o meu início, ele (o irmão) é a pessoa que eu obriguei a fazer o que eu estava mandando (risos). Falei: olha, vamos ter que abrir uma empresa e fazer a gente mesmo. Ele falou: ‘Mas meu Deus, a gente nunca fez isso na vida, vai dar tudo errado’. E eu respondi: ‘a gente aprendeu fazendo. E assim foi, a gente abriu a empresa e eu fui estudando, pesquisando, buscando todas as maneiras de fazer. Durante um ano, fomos muito passado a perna ou alguém tirava vantagem da gente. Tantas coisas que custavam R$ 10, a gente pagou R$ 50 mil. Foi um ano de muito aprendizado, até que a gente aprendeu todas as artimanhas do mercado. Perdemos dinheiro, mas ganhamos um aprendizado. E hoje em dia está difícil enrolar a gente (risos)”.

Barreiras e preconceito

“No mercado da música, particularmente falando, a maior barreira que eu tive por ser mulher, acho que pela minha idade e também pelo falo de eu trabalhar com a sensualidade, dançar, dos meus clipes serem sensuais, usar pouca roupa… Muitas das vezes, quando eu chegava para fazer uma reunião, as pessoas iam esperando algo completamente diferente do que eu me apresentava ali no momento. Até isso é um trabalho: fazer as pessoas te respeitarem com a sua idade, com o trabalho que eu faço, tendo a vida pública… É bem complicado”.

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