Fumaça prejudica saúde de moradores em Juazeiro

novembro 28, 2017 08:340 comentários

Moradores do Sítio Massapê e das vilas Pelo Sinal e Padre Cícero se sentem prejudicados pela fumaça oriunda do lixão de Juazeiro do Norte. O aumento da temperatura, somada à ação humana, tem aumentado os focos de incêndio no
equipamento que recebe os resíduos sólidos da cidade.
Segundo a população, sentar na porta de casa ficou
inviável devido à quantidade de fumaça tóxica. A autarquia
Municipal de Meio Ambiente (Amaju) afirma que está ciente do problema e está tomando as medidas cabíveis.

“No fim de tarde não tem quem fique aqui fora porque a quantidade de fumaça aumenta. Teve um incêndio há quase um mês, aqui no lixão, e desde então a situação se agravou. Não bastasse os focos de incêndio, tem gente que joga pneu aqui e ateia fogo. Na minha casa, tem dois idosos com problemas respiratórios e eu não sei o que fazer. Eles passam a noite tossindo”, conta a dona de casa
Aline Barbosa, que mora vizinho ao lixão.

Com o esposo fazendo tratamento contra um câncer e três filhos pequenos, a situação de Vânia Maria da Silva não é diferente. “Meu marido tava até reagindo com a medicação, mas acabou piorando com essa fumaça. Temos três filhos
pequenos e, às vezes, somos obrigados a dormir na mata,
por conta da quantidade de fumaça. A gente está vivendo
como bicho. Já era para o Poder público ter construído
um aterro sanitário”, desabafa a dona de casa.

Segundo o superintendente da Amaju, Sidney Kal-Rais, é comum focos de incêndio em áreas que concentram randes quantidades de lixo. “A decomposição do material gera gases como o metano, que é inflamável. Como são camadas e camadas de resíduos, o fogo vai descendo. Fica inviável apagar porque o gás continua em combustão por alguns dias. A nossa esperança é que chova nos próximos dias”, afirma Sidney Kal-Rais.

Com relação ao aterro sanitário, o superintendente da Amaju informou que não existe projeto para a construção de um aterro público, tendo em vista que estão se instalando na cidade dois aterros particulares e, em um deles, Juazeiro do Norte irá dispor seus resíduos. De acordo com o Conselho de Política e Gestão do Meio Ambiente,
Juazeiro produz aproximadamente de 926 toneladas de lixo diariamente, que são depositados no lixão

Conteúdo do Jornal do cariri – Foto: Antonio Rodrigues /DN

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