Juazeiro entre as cidades que mais exploram crianças

Foto: Ilustrativa/Internet

Juazeiro do Norte lidera estatísticas de exploração do trabalho infantil no Ceará. O diagnóstico é resultado de um levantamento feito pelo Ministério Público doTrabalho (MPT). O estudo, realizado em 2019, entrevistou mais de 217 mil estudantes, em 418 escolas de 70 municípios cearenses que desenvolvem ações do Programa de Educação Contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente(Peteca). A pesquisa constatou aspectos como os principais afazeres e setores que mais registram trabalho de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos.

O principal município do Cariri foi a cidade com maior número de estudantes entrevistados (14.390) no Estado, Juazeiro do Norte. Igualmente, obteve o maior número absoluto de alunos em situação de trabalho (558). Ao levar em conta a relação percentual entre o número de alunos entrevistados com aqueles em situação de trabalho, outra cidade caririense aparece na lista dos que mais exploram o trabalho infantil: Campos Sales (16,65%).

Do total de 217 mil estudantes entrevistados, 8.978 afirmaram trabalhar no contra turno escolar, a maioria  deles (56%) de 9 a 13 anos de idade. A agricultura foi a atividade que mais “empregou” crianças e adolescentes em 2019 (1.860). Em seguida estão comércio (1.246), trabalho doméstico (1.153, das quais 589 na função de babá), serviços (876), pecuária (767) e indústria (167).  Com relação aos afazeres domésticos, 75 mil estudantes cearenses disseram que colaboram com os demais membros da família “só ajudando”.

Por outro lado, 16 mil alunos revelaram que cuidam da casa e dos irmãos mais novos, ou seja, assumem a função de adultos. O MPT não considera a primeira opção como trabalho precoce, mas a segunda sim, caracteriza o trabalho infantil doméstico realizando dentro da própria casa em que a criança reside. A coordenadora do Peteca em Juazeiro do Norte, Fátima Teixeira, relata que o Município tem feito uma busca ativa por crianças e adolescentes em situação de trabalho.

Atividades para combater o trabalho infantil são desenvolvidas, por meio de parcerias entre secretaria de Educação e de Desenvolvimento Social, assim como por órgãos, como o Centro de Referência em Assistência Social (Cras). Ela também detalha que combater trabalho infantil registrado em semáforos e feiras livres é um dos principais desafios encontrados em Juazeiro.  Desse modo, Fátima Teixeira orienta juazeirenses e visitantes a não fomentar, indiretamente, o trabalho infantil, não dando esmolas, por exemplo. “Estamos muito alertas com relação a essas crianças em situação de trabalho, com a criança infrequente e que tem baixo nível de aprendizagem. Chamando a família para que tomem consciência e entendam que a criança, por lei, não pode trabalhar. A sociedade ainda não entende sobre a questão de direitos”, diz a coordenadora.

*Conteúdo “Jornal do Cariri”

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