MPF investiga irregularidades na Previdência de municípios paraibanos

MPF apura possíveis irregularidades em diversos municípios, relacionadas à falta de condições operacionais e de gestão dos RPPSs – Sede do MPF em João Pessoa/Foto: Google Street View

Portal Correio

O Ministério Público Federal (MPF) em João Pessoa deu prazo de três meses para os prefeitos dos municípios abrangidos pela Procuradoria da República em João Pessoa, que possuem Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs), prestem informações sobre a viabilidade da operacionalização mínima dos regimes, levando em consideração os requisitos básicos instituídos pela Lei 9.717/98, como forma de assegurar a organização e o funcionamento dos sistemas de previdência, baseados no equilíbrio financeiro e atuarial. Existe a suspeita de irregularidades no serviço.

O MPF solicitou, também, ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e ao gerente-executivo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no estado, informações sobre a identificação de não cumprimento, por Municípios paraibanos, dos requisitos básicos para a operacionalização dos RPPSs.

De acordo com o procurador da República Antônio Edílio Magalhães Teixeira, o MPF apura possíveis irregularidades em diversos municípios paraibanos, relacionadas à falta de condições operacionais mínimas e de gestão dos Regimes Próprios de Previdência.

“É preciso atenção especial acerca da viabilidade dos Regimes Próprios de Previdência dos Municípios, pois no futuro pode ser um grande problema para muitas pessoas. A partir de levantamento feito pelo TCE-PB, foram identificas situações preocupantes em vários municípios”, declarou o procurador.

O não cumprimento dos requisitos básicos para operacionalização dos RPPSs de servidores municipais pode ensejar, aos Municípios, a suspensão das transferências voluntárias de recursos pela União; impedimento para celebrar acordos, contratos, convênios ou ajustes, bem como receber empréstimos, financiamentos, avais e subvenções em geral de órgãos ou entidades da Administração direta e indireta da União; suspensão de empréstimos e financiamentos por instituições financeiras federais e suspensão do pagamento dos valores devidos pelo Regime Geral de Previdência Social.