Obras da transposição do rio São Francisco no Ceará estão paradas há um mês

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O trecho deveria ser entregue em maio deste ano, após vários adiamentos. Foto: Antonio Rodrigues/ SVM

Previstas para serem finalizadas em maio deste ano, as obras do Projeto de Integração do São Francisco (Pisf) estão paradas há um mês devido à greve dos funcionários do consórcio Ferreira Guedes – Toniolo Busnello, empresa responsável pela Meta 1N da transposição. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial através o piso salarial estadual e abono total das faltas durante o período grevista.

Com a paralisação a conclusão da obra deve atrasar mais uma vez. O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, havia garantido em fevereiro a conclusão do Eixo Norte, que vai trazer as águas do São Francisco para o Ceará pelo município de Jati, na região do Cariri. Caso o prazo não seja cumprido, esta será a sexta vez que a previsão de entrega da tranposição é adiada.

Nesta terça-feira (16), houve uma assembleia, mas sem acordo. A empresa propôs reajuste retroativo a partir do mês de janeiro e abono de 50% das faltas, mas os funcionários não aceitaram a proposta. Está prevista outra assembleia para a próxima segunda-feira (22). Cerca de dois mil operários trabalham no Consórcio. Metade dos funcionários estão indo ao canteiro de obras, mas a grande maioria vai somente bater ponto, sem executarem nenhuma atividade.

Pagamentos atrasados
Além do impasse com os funcionários, o Consórcio Ferreira Guedes está sendo cobrado por empresários e representantes de empresas terceirizadas que prestam serviço ao grupo. Alguns deles cobram dívidas de até R$ 4 milhões e, por isso, estão bloqueando a entrada do canteiro de obras em Penaforte, também na região do Cariri, deste 12h30 desta quarta-feira (21). Representantes do Consórcio prometeram conversar com empresários e representantes que estão bloqueando a via.

O empresário Josivan Cândido, que faz manutenção mecânica e solda das máquinas das empresas, está sem receber R$ 20 mil dos próprios fornecedores que também cobram o consórcio. “Até o final do ano passado estava recebendo, embora com dificuldade. Agora, desde o começo do ano não recebo”. Por causa disso, oito funcionários dele estão com salário atrasado.

Já o empresário José Elton Pereira, que fornece dois caminhões pipa, não recebe pagamento há sete meses. Ele cobra uma dívida de R$ 100 mil. Por causa disso, a mensalidade da escola do filho dele está atrasada quatro meses. “Minha vida é esse caminhão”, desabafa. As empresas que bloquearam o canteiro de obras prestam serviços como caminhão pipa, terraplenagem, gerador de energia, entre outros. Este é terceiro Consórcio, em menos de três anos, trabalhando na Meta 1N.

*G1 CE

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