Saiba quais cuidados você deve ter antes de se submeter a uma laqueadura

(Foto: Reprodução/iStock.com/Getty Images)

A laqueadura é um tipo de cirurgia feita por mulheres que não querem mais engravidar. Sua função é obstruir as trompas e evitar o encontro entre óvulos e espermatozoides. Para isso, o canal que liga os ovários ao útero é bloqueado por laços e corte ou cauterização. Até janeiro deste ano, era possível conseguir o mesmo resultado da laqueadura cirúrgica usando um dispositivo no formato de mola. Mas o produto não é mais comercializado no Brasil.

A laqueadura cirúrgica é considerada praticamente irrerversível.

— As trompas são feitas de um tecido muito sensível. É difícil restabelecer a passagem. Quem faz uma cirurgia de reversão de laqueaduras normalmente não consegue um resultado satisfatório — alerta Nathalie Raibolt, ginecologista especialista em sexualidade.

Existem mais de um método de realização de laqueadura cirúrgica, como explica Karina Tafner, ginecologista, obstetra e especialista em endocrinologia ginecológica:

— Todas as técnicas consistem na interrupção do caminho das trompas. Podem variar desde a colocação de grampos e anéis elásticos até a remoção de parte ou de toda a trompa.

Quanto mais tempo se demora para tentar a reversão, mais difícil ela fica. Por isso, as mulheres precisam pensar bem antes de se submeterem à cirurgia de laqueadura. Além disso, elas devem também estar dentro das determinações legais para a realização do procedimento: ser maior de 25 anos ou ter pelo menos dois filhos vivos.

— A laqueadura era muito comum nos 80 e 90 porque os casamentos duravam mais e a taxa de divórcios era menor. Hoje, o número de pessoas que se separam e se casam novamente aumentou de forma significativa. Com isso, a mulher pode querer ter um filho com o novo parceiro e se arrepender pela escolha da laqueadura — pondera o ginecologista Edvaldo Cavalcante.

Em mulheres com laqueadura a melhor alternativa para engravidar é por meio da fertilização in vitro.

— Nesses casos, o sucesso depende apenas de fatores externos, ligados à idade, à qualidade dos óvulos e espermatozoides coletados e do endométrio da paciente — afirma Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana do Vida Centro de Fertilidade.

Pacientes reclamam de técnica não cirúrgica
Algumas pacientes que foram submetidas à laqueadura sem cirurgia reclamam de dores intensas e diversas outras complicações graves. O dispositivo no formato de mola era colocado dentro da trompa da paciente. Assim, provocava inflamações nas tubas uterinas, evitando a passagem de óvulos e espermatozoides.

A vendedora Rosa German, uma das pacientes submetidas ao procedimento, afirmou à reportagem da Globonews que, após a instalação do dispositivo, começou a sentir “dores de cabeça recorrentes, dores pélvicas, quedas de cabelo, dores nas articulações e pontadas”.

As pacientes buscam a retirada cirúrgica do dispositivo pelo SUS, onde foram submetidas à laqueadura sem cirurgia, mas relatam demora e burocracia para o procedimento que, em alguns casos, demanda a remoção total das trompas e até a retirada do útero.

De acordo com Nathalie Raibolt, ginecologista especialista em sexualidade, a colocação do dispositivo é fácil e barata: pode ser feita no ambulatório e sem necessidade de anestesia. Mas a retirada não é tão simples assim:

— Retirar a mola é um procedimento complexo, pode ser um problema caso o dispositivo esteja apresentado algum resultado ruim.

Extra Online

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