Sítio Urbano do Cariri será reconhecido em Crato

Urbano do Cariri. A localidade é ponto de efervescência cultural e de diversas outras atividades desenvolvidas pelo Coletivo Camaradas, organização política que atua no campo das artes, da pesquisa, da produção e difusão cultural e das lutas por políticas públicas para cultura. Entre as atividades, moradores do Gesso plantaram árvores que beneficiam a comunidade por meio da arborização em espaço urbano.

O reconhecimento Sítio Urbano do Gesso tramita na Câmara Municipal de Crato depois de ser apresentado em sessão da última semana. O sítio é localizado na extensão da Rua Monsenhor Juviniano Barreto, às margens da linha férrea entre a Estação Crato, do Metrô do Cariri, e da escola profissionalizante Violeta Arraes. A ação estabelece mecanismos de apoio ao desenvolvimento do cultivo de árvores frutíferas e plantas medicinais. O Sítio é mantido pela comunidade local que usufrui, de forma comunitária, dos frutos e ervas produzidos.

Conforme a proposta dos vereadores Amadeu de Freitas (PT) e do líder do prefeito Zé Aílton (PP) na Câmara, Renan Almeida (PEN), as Secretarias de Meio ambiente e de Desenvolvimento Agrário devem apoiar as iniciativas do Sítio, mediante o fornecimento de insumos, implementos e assistência técnica. A Prefeitura de Crato também deverá providenciar medidas administrativas e legais para assegurar o direito comunitário de funcionamento do Sítio Urbano do Gesso, no que diz respeito ao uso do solo. A gestão municipal deverá ter o sítio como modelo para a produção de outras áreas verdes em Crato, assim como de ações para agricultura urbana. O Município desenvolve desde 2017 projetos de farmácias vivas, com o cultivo de plantas medicinais e hortas comunitárias em escolas.

“Para nós, do Coletivo Camaradas, esse projeto sinaliza uma perspectiva de organização comunitária. Sinaliza a possibilidade de construir, junto com a comunidade, uma nova ambiência pautada pelo bem-viver, pela qualidade de vida, pelo sentimento de organização e de cuidado com o lugar. Entendemos que isso aponta para que a própria comunidade se reconheça como parte desse processo de construção de uma nova narrativa de lugar. Mais do que um projeto de lei, que prevê o plantio de árvores frutíferas, isso diz mais em pensar a cidade e o lugar e processos sustentáveis de transformação social a partir dos lugares”, finaliza o integrante do Coletivo Camaradas Alexandre Lucas

*Conteúdo “Jornal do Cariri”

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