Sucateamento da Caixa e possível privatização foi tema na câmara de Vereadores de Juazeiro do Norte.

outubro 11, 2017 14:340 comentários

DA AGÊNCIA CARIRICEARA
Reportagem de Adriano Duarte    Foto: Jota Lopes

A possível privatização da Caixa Econômica Federal foi um dos principais temas debatidos na sessão legislativa de Juazeiro do Norte, ocorrida nesta terça-feira, dia 10.

O Vice-presidente nacional da federação dos gestores da Caixa Econômica Federal, Mairton Neves, falou sobre o sucateamento pela qual o banco vem passando, o que segundo ele, tem se acentuado nesse momento.

“A Finag tem como propósito ser reconhecida e respeitada como entidade representativa os gestores perante a caixa e a sociedade e tem como bandeiras a defesa da caixa 100% pública e nesse item eu queria pedir aqui ao senhor presidente e todos vocês vereadores pra que fortaleçam uma luta grande que provavelmente tenhamos que travar muito em breve. Ontem tivemos uma matéria que esperamos que não seja verdade, mas que existe um forte movimento entre o governo federal através do ministério da fazenda e algumas outras áreas aí usando de privatização da caixa econômica, a gente espera que não seja verdade, mas a gente sabe o quanto se luta pra isso.”

Para Mairton, as ações que são praticadas mostram realmente a intenção de sucateamento para posterior privatização.

“E sobre isso eu queria dizer pra vocês que não interessa a ninguém ter mais um banco como qualquer um outro no Brasil, agora eu tenho uma certeza, ter uma caixa econômica faz uma diferença grande por onde a gente está a caixa está instalado, então eu espero que a partir de aqui a gente abra um canal de comunicação pra que a gente possa trazer mais informações pra vocês de como é que anda o movimento, a gente sabe que a gente vive um momento político muito complicado no país inteiro porque não dizer no mundo, mas a caixa econômica ela foi e vem sendo assediada por uma série de interesses alheios, então senhor presidente eu queria pedir aos demais vereadores que a gente mantenha esse canal de diálogo para que a gente possa trazer mais informações pra vocês”.

O presidente da mesa diretora da Casa, Gledson Bezerra, corroborou com o convidado e relatou que teve dificuldades em ações junto ao banco.

“Eu quero aproveitar pra fazer um comentário a respeito dessa informação de possível privatização da caixa econômica e que nós sentimos na pele essa situação e eu passo a externar para os colegas vereadores o que aconteceu recentemente a uma propositura nossa aqui na presidência da câmara que acabou não dando certo que foi com relação do projetos complementares de engenharia de um futuro prédio que nós pretendemos construir da câmara dos vereadores”.

O presidente informou que se dependesse do banco, teria perdido os projetos complementares de engenharia para a construção da nova sede do Legislativo.

“Eu fui procurado pelo então gerente da caixa, Rildo que sugeriu e solicitou que a gente levasse as contas da câmara municipal para a caixa econômica federal. Ofereceu uma série de vantagens para a câmara dos vereadores, dentre elas a caixa econômica se responsabilizaria a fazer os projetos de engenharia complementares. Participamos de uma reunião no vaput-vupt , onde já está funcionando uma agência da caixa econômica, e nos levou e mostrou tudo e de lá a gente começou uma via crucis, porque aqui o que eles da caixa ofereceram não saia do papel, já quando a gente teve que recorrer a uma licitação, porque eu vi que não ia sair, estava na cara, e ontem eu fui informado por um assessor do deputado Odorico que foi conversar pessoalmente com dois superintendestes da caixa econômica lá de fortaleza e eles deram finalmente um ultimato porque se nós estivéssemos esperando por isso Dr Nivaldo a gente já teria sido sobejamente prejudicado, mas eu fui informado pelo Marcelo superintendente que a caixa econômica não está podendo fazer nenhum tipo de investimento por decisão de Brasília”.

O mais grave é a justificativa que o presidente recebeu para que a situação esteja ocorrendo. As ordens são de parar os investimentos.

“Fui pra conversar com representantes do banco do brasil, outro banco oficial pra poder encampar esta a ideia, a resposta foi única, não pode fazer os chamados investimento, comprar a folha da câmara através de pagar projetos seja como for não pode, está suspensa esse tipo de ação por conta de determinações vindas de Brasília. Em conversa com essas pessoas, aí não vou citar nomes, eu só posso dizer que vários técnicos disseram que eles tem certeza que o investimento feito em levar pagar os projetos complementares e levar a folha da câmara eles tirariam isso daí tranquilamente em investimentos no decorrer dos cinco anos do nosso convênio, do nosso contrato com a câmara, mas infelizmente eles estavam proibidos de fazer este tipo de investimento. Na minha opinião isso é esvaziar o banco, é acabar com a competitividade dos bancos, banco do brasil e caixa econômica federal, pra mais tarde dizer que os bancos são inviáveis e fazer uma privatização por qualquer outro termo pra justificar isso”.

O vereador Demontier Agra usou a tribuna da câmara de vereadores para solicitar que o poder público intervenha no bairro São José.

“A gente que mora aqui pelo centro, pelas adjacências do centro, a gente desconhece o tamanho do bairro são José, vereador Davi Araújo, é imenso, é um bairro que está crescendo a cada dia, é um bairro que não é novo mas que tem muita construção nova e que hoje está esquecido pelo poder público, infelizmente muitas ruas estão deterioradas com muitos buracos, ruas que ainda não estão calçadas ainda por ser na zona urbana de Juazeiro, barro mesmo ainda. E trás uma tristeza. Eu fiquei triste ontem no bairro são José em ver certas cenas como esta, obras inacabadas da prefeitura , sistema de drenagem com muitas manilhas lá jogadas. E é muita coisas pra gente falar aqui em vinte minutos, a gente vai aqui pontuar alguns problemas, pontuar alguns encaminhamentos, mas o que a gente pede é que a prefeitura passe a olhar o bairro são José como eles olham o bairro da lagoa seca, o bairro são Miguel , o bairro centro, não é vereador tarso? Por que lá é um bairro como qualquer outro”.

Conforme o parlamentar, falta infraestrutura, iluminação publica, o que para ele, promove também a insegurança.

“E o principal problema que a gente encontrou lá é infraestrutura que interfere até na segurança, a questão de iluminação até batido aqui a gente falar, eu não sei nem como é que está à questão da licitação senhor presidente a questão da licitação da empresa de iluminação porque o povo falava tanto da geoplan, mas com toda ruindade ela é melhor do que nada e a questão da infraestrutura lá é uma coisa que realmente que a prefeitura tem que fazer um mutirão o quanto antes naquele bairro pra que de fato esse bairro se torne um lugar prazeroso de se morar”.

Já sobre o tema saúde, Damiam de Firmino chamou a atenção para a resolução que proíbe a ação de enfermeiros em determinadas áreas. Segundo o parlamentar, a situação dos municípios podem entrar em colapso por conta da ação.

“O conselho federal de medicina entrou junto com a justiça federal que suspende a portaria 2488/2011 do ministério a saúde que proíbe o enfermeiro a atuar nas consultas de enfermagem, nas solicitações de exames necessários como tuberculose, hanseníase, como o pré-natal que infelizmente eu não sei qual é a intenção do conselho federal de medicina em tentar barrar o profissional de enfermagem em atuar nessa área, então nós temos que ver aqui, eu vou falar de Juazeiro do norte que é a cidade onde legislo. A enfermagem só deste ano pra cá já teve 92 mil atendimentos e atividade médica teve 102, então não é uma disparidade alta entre um médico e um enfermeiro, então eu creio que sem dúvida prestes a um colapso na saúde pública de Juazeiro do Norte”.

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