Técnicos da Sedet e Adagri alertam para Vazio Sanitário do Algodão até 31 de dezembro

Desde o dia 1º de outubro os produtores de algodão devem adotar o Vazio Sanitário, que significa a ausência total de plantas vivas, até o dia 31 de dezembro. A medida foi estabelecida na Portaria Adagri nº 140 de 16/11/2018, publicada no Diário Oficial do Estado de 21 de novembro de 2018.

A técnica consiste na eliminação das soqueiras por meio físico, mecânico ou químico, logo após a colheita. Essa medida agrícola é uma das principais formas usadas na agricultura para erradicar e prevenir as lavouras contra os ataques de pragas que podem comprometer e até devastar toda a produção, especialmente a praga do Bicudo-do-algodoeiro.

Caso não adote a técnica, o produtor poderá ser notificado e terá um prazo de 15 (quinze) dias para atender a notificação. Caso contrário, ele será autuado e a Adagri realizará compulsoriamente a eliminação das soqueiras e plantas voluntárias ou tigueras, sendo que as despesas correrão à conta do proprietário, sem prejuízos das penalidades cabíveis.

Feira Agri&Pec Cariri

A Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri), estará na próxima semana (24 e 25 de outubro) reforçando a importância da adoção do Vazio Sanitário do algodão durante a Feira Agri&Pec Cariri. O evento acontecerá na sede do Instituto Federal de Educação do Crato e entre os palestrantes estará o supervisor da Adagri, José de Oliveira. Ele alerta que a eliminação do Bicudo-do-algodoeiro é diifícil e às vezes até inviável. “Entre as práticas para o controle da praga, o vazio sanitário é a mais eficiente e econômica de todas”, afirma o técnico.

Técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também estarão na programção da Agri&Pec Cariri e fazem outro alerta aos produtores quanto ao uso da semente de algodão. De acordo com a chefe de fiscalização, inspeção e sanidade vegetal do Mapa, Shirley Mapurunga, é importante o uso de uma semente de qualidade para iniciar o plantio. “Quando o produtor usa grão no lugar da semente a germinação é baixa, a possibilidade de vir com doença é alta e a qualidade do material a ser colhido será inferior, diferente da semente que tem garantia”, afirmou a chefe de Fiscalização do Ministério .

Outras medidas obrigatórias e critérios para o cultivo do algodão, prevenção e controle de pragas estão estabelecidos na Portaria. Confira.

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