Aneel aprova reajuste médio de 8,6%

Para quem tinha expectativa de manter o mesmo nível de consumo e reduzir o valor da tarifa com a chegada da ‘bandeira verde’, vê nova realidade

 

Conforme antecipado pelo Diário há uma semana, a expectativa por uma conta de energia elétrica mais barata no mês de abril, com a vigência da ‘bandeira verde’ – que livra o consumidor de acréscimos extras no faturamento da conta – foi frustrada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que aprovou ontem o reajuste tarifário anual à concessionária Energisa, que atua em Mato Grosso. O que poderia render uma economia de até 7% com a bandeira verde, passou a uma alta de média de 8,60% para os mais de 1,3 milhão de consumidores mato-grossenses atendidos pela empresa. O novo valor do quiloWatt/hora entra em vigor a partir do próximo dia 8, sexta-feira, data em que se comemora o aniversário da Capital. 

 

No ano passado, por exemplo, depois de quatro anos seguidos de correções positivas, a Aneel aprovou índice médio –0,38%, ou seja, ao invés de aumentar, reduziu o valor do quiloWatt. O percentual de ajuste foi anunciado ontem, durante Reunião Pública de Diretoria. Os consumidores de Mato Grosso do Sul e do interior de São Paulo. Entre as três concessionárias que tiveram aumento positivo concedido, o da Energisa Mato Grosso foi o mais alto. 

 

Apesar de um efeito médio de 8,60%, o reajuste ficou definido pela Aneel da seguinte maneira: Baixa Tensão (Ex.: Residências), onde está a maior parte dos consumidores, a alta a partir do dia 8, será de 9,11%, já para os consumidores definidos como Alta e Média Tensão (ex. Indústrias), o reajuste será de 7,58%. 

 

A Energisa Mato Grosso, por meio de sua assessoria, reforçou que apesar de o percentual indicar uma alta de custos ao consumidor, “o índice de Reajuste Tarifário Anual da concessionária, regulado e aprovado pela Aneel e previsto no contrato de concessão da empresa, variou abaixou dos índices inflacionários do período que serviu de cálculo para se chegar ao indexador da Energisa. A variação do IGP-M foi de 11,56% e do IPCA de 9,51%”. 

 

PLANILHA – Como detalha a Energisa, a prestação do serviço de Distribuição de energia elétrica representou 2,66% do reajuste tarifário – ou seja, este é o valor que ficará para cobrir os custos da empresa ao longo dos próximos 12 meses. 

 

No cálculo da Aneel para a Energisa Mato Grosso, os custos de compra de energia elétrica responderam por 1,39% do valor total do reajuste. A compra de energia elétrica das termelétricas – cujo custo é mais alto – foi a principal razão do aumento desta parcela. 

 

Em suma, o reajuste anual, com exceção dos anos em que há revisão tarifária periódica (a cada quatro anos), ocorre sempre na data de aniversário da assinatura do contrato entre a empresa e a União. A ‘fórmula’ contratual leva em conta os custos que a distribuidora não gerencia (parcela A), como o valor da energia comprada, os encargos setoriais e o gasto com a transmissão. Os outros custos, considerados gerenciáveis pela empresa (parcela B), são corrigidos pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

 

ALÉM DE MT – A Aneel aprovou ontem também o reajuste tarifário para as distribuidoras CPFL Paulista e Energisa Mato Grosso do Sul. Os novos valores serão aplicados também a partir da próxima sexta-feira (8). 

 

Os consumidores residenciais atendidos pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista) terão um aumento de 6,55% na conta de luz. Para as indústrias, o reajuste será de 6,56%. A distribuidora fornece energia para 4,2 milhões de unidades consumidoras localizadas em 234 municípios do interior de São Paulo. 

 

Para os consumidores residenciais da Energisa Mato Grosso do Sul (EMS), a elevação será de 7,38% e para a indústria, de 6,75%. A distribuidora atende 970 mil unidades consumidoras em 73 municípios do Mato Grosso do Sul. 

 

Segundo a Aneel, o cálculo do reajuste considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, além dos encargos setoriais. Os custos típicos da atividade de distribuição são atualizados com base no IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado.

 

jornalfloripa

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