Câmara de Juazeiro do Norte é reintegrada após oito dias de ocupação

Câmara de Juazeiro do Norte é reintegrada após oito dias de ocupação

Diário Cariri / Foto: André Costa

Juazeiro do Norte. Após oito dias ocupada, a Câmara de Vereadores deste município foi reintegrada na madrugada de hoje, 04, pela polícia militar, após determinação da juíza Samara de Almeida Cabral. Na terça-feira, 1º de novembro, a juíza da 3ª vara cível havia determinado, através de termo de reintegração de posse, a imediata desocupação da Câmara de Vereadores.

Apesar da medida ter sido oficializa no início da semana, a reintegração só ocorreu na madrugada de ontem. De acordo com a Justiça, por causa do feriado e da Romaria de Finados, cujo efetivo policial foi direcionado para garantir a segurança dos quase 600 mil católicos que visitaram a cidade, a medida não pôde ter sido cumprida na quarta-feira, ficando postergada para o dia seguinte.

Na quinta, por três vezes, policiais foram ao Palácio Floro Bartolomeu da Costa negociar a reintegração com os ocupantes que se recusaram dialogar. m chaveiro chegou a ser acionado para abrir os cadeados que trancavam a entrada principal da Câmara, porém, os militares ao passarem pelo portão, esbarram na barricada feita com os acentos do plenário, e recuaram.

Após a saída do efetivo policial, os manifestantes se reuniram e decidiram desobstruir as portas e abrir os cadeados. A expectativa do grupo era de que o policiais retornassem ainda durante a tarde, o que não aconteceu. Por volta da meia noite, conforme relatou Leandro Medeiros, um dos líderes do movimento, o grupo saiu por conta própria do plenário. No início da manhã, antes das 5 horas, uma equipe da Polícia foi ao Palácio executar o mandato de reintegração.

Ainda segundo Medeiros, o grupo já tem “em mente qual serão os próximos passos do protesto”. “Nossa próxima medida, após a reintegração de posse, será convocar um plebiscito popular”, disse. Ao longo de toda ocupação, os manifestantes foram acompanhados de perto do defensor público Rafael Vilar, integrante do Grupo de Ações Integradas de Apoio aos Eventos Promovidos por Movimentos Sociais.

“Eles sabiam que com a ação de reintegração de posse teriam que sair do espaço, mas o nosso objetivo era fazer com que isso acontecesse de forma pacífica, sem uso de violência. Mesmo após a ida do oficial de justiça com o mandado, os manifestantes decidiram permanecer no local. O reforço policial chegou por volta de meio-dia, eles quebraram os cadeados que estavam no portal que dá acesso à Câmara, mas não forçaram a entrada”, relatou Rafael.

Ocupação
O grupo, com cerca de 30 pessoas, ocupava o plenário da Câmara desde a última quinta-feira, 27 de outubro. Eles são contrários a PEC 241, agora sob a numeração de PEC 55, e contra a aprovação do aumento do salário do prefeito, secretários e vereadores do município. Devido à ocupação, as últimos três sessões foram suspensas.

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