Cinco prefeitos do Cariri desistem da disputa pela reeleição

A eleição deste ano, na região do Cariri, está surpreendendo  pelo número de prefeitos  que não disputarão à reeleição. Pelo menos cinco já anunciaram a desistência.  A maioria dos gestores enfrenta desgaste administrativo e político em seus municípios.

O primeiro a assumir publicamente que estaria fora da disputa foi o prefeito de Missão Velha, Diego Feitosa (MDB). Na semana passada, conforme foi publicado pelo Jornal do Cariri, ao mesmo tempo em  que anunciou sua desistência, Diego declarou apoio a pré-candidatura do ex-prefeito Washington Fechine.

No sábado (14), Washington assinou ficha de filiação ao MDB, em evento que teve a presença do ex-senador Eunício Oliveira, presidente estadual da sigla. O ato selou um acordo fechado entre as lideranças locais, o ex-senador e o deputado estadual Guilherme Landim, líder do PDT na Assembleia Legislativa.

Ainda no fim de semana, o prefeito de Milagres, Lielson Landim (PDT), reuniu a maioria do seu secretariado e aliados políticos para anunciar sua desistência da reeleição. Lielson disse que apoiaria o pré-candidato Cícero Figueiredo (PT). Até o fechamento desta edição, Lielson não havia se pronunciado oficialmente sobre a desistência.

Seguindo o mesmo caminho de Diego e Lielson, outros dois prefeitos já teriam revelado a desistência a aliados. Em Aurora, o prefeito Júnior Macedo (PR) deve anunciar apoio ao ex-prefeito Adailton Macedo (MDB), que é secretário na atual gestão.

Questões pessoais estão entre as motivações para as desistências de Diego Feitosa e Júnior Macedo. Apesar  de não ter se manifestado, Lielson avalia as constantes baixas no seu grupo de apoio, que o levou a Prefeitura.

Outro que garante ficar fora da disputa deste ano é o prefeito de Lavras da Mangabeira, Ildesser Oliveira (MDB). Sobrinho do ex-senador Eunício Oliveira, o prefeito enfrenta resistência, dentro do próprio grupo, para disputar a reeleição. Segundo Ildesser,  à frente da Prefeitura, ele priorizou a gestão e deixou de lado a política do “toma lá, dá cá”.

Em Penaforte, a difícil situação de desgaste político do prefeito Agábio Sampaio tem sido o principal motivo da sua desistência da reeleição. Rompido com seu  principal aliado, o ex-prefeito Luiz Celestina, Agábio  é investigado por corrupção e tem contra seu mandato pedido de afastamento feto pelo Ministério Público  e concedido pela Justiça em primeira instância.

A expectativa na região é que outros nomes desistam da disputa pela reeleição nos próximos meses. Além das motivações político-administrativas, a outra causa das desistências seria a crise financeira do país e as constantes reduções nos repasses do Governo Federal.

 

*Conteúdo do Jornal do Cariri

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