Cogerh diz que ‘Estado está chegando no limite’

JAGUARIBARA 22 DE NOVEMBRO 2017. SECA NO CEARA, ACUDE DO CASTANHAO - cidade - 15re0801 - KID JUNIOR

Já a Funceme diz que as condições são favoráveis para que as chuvas retornem nos próximos dias Foto: Kid Júnior

Conteúdo do Diário do Nordeste

Iguatu. O presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), João Lúcio Farias, disse na manhã de ontem durante reunião de Avaliação de Alocação de Água dos Vales Jaguaribe e Banabuiú, realizada nesta cidade, que o Ceará atravessa um dos piores momentos da crise hídrica que vem se agravando desde 2012. “O momento é muito preocupante, estamos chegando numa situação limite, mas ainda há esperança porque temos a segunda quinzena deste mês e todo o abril”, frisou.

A esperança de que as chuvas vão retornar ao sertão cearense foi reforçada com a explanação da meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Meiry Sakamoto. “As condições são favoráveis para que as chuvas retornem, segundo os nossos modelos, e tivemos o melhor fevereiro desde 2007”, disse. “A situação está melhorando desde hoje (ontem) com mais nebulosidade e aumento das chances de novas chuvas”.

Se o mês de fevereiro foi o melhor desde 2007, março está sendo ingrato com a redução drásticas das chuvas na primeira quinzena por causa do afastamento e enfraquecimento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é o principal sistema que traz precipitações para o Semiárido nordestino nessa época do ano. A escassez das chuvas caracteriza o que se denomina de veranico. Até ontem, havia chovido menos 78% do que se esperava para março. Vale salientar que os números são provisórios e podem ser alterados até o fim desde mês.

Certas condições meteorológicas, como a formação de um centro de alta pressão, impediram a formação de nuvens de chuvas no decorrer da primeira quinzena de março, reduzindo a pluviometria. No Oceano Pacífico Equatorial a temperatura é favorável com formação de La Niña, esfriamento das águas superficiais. No Oceano Atlântico Equatorial há neutralidade e bem melhor seria se houvesse o aquecimento na parte Sul em relação ao Norte.

Por alguma razão meteorológica que ainda está sendo estudada, as condições atuais persistiam durante a segunda quinzena de fevereiro, quando houve uma aproximação da ZCIT que permaneceu sobre o Ceará, favorecendo as intensas chuvas. A meteorologista Meiry Sakamoto esclareceu que o prognóstico da Funceme é feito para todo o trimestre – março, abril e maio e para o Estado como um todo. “A previsão não é feita para a semana ou mês, mas para o trimestre”, reforçou. “As condições para o período ainda permanecem de ocorrência de chuvas acima da média”

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