Com salários atrasados, profissionais da Saúde de Juazeiro do Norte paralisam atividades parcialmente

O grupo cobra o pagamento de outubro e novembro. A Secretaria de Saúde do Município alega que mudança de gestão atrasou o repasse do recurso.. Foto: Antonio Rodrigues/SVM

Cerca de 200 profissionais da saúde, em Juazeiro do Norte, no Sul do Ceará, paralisaram parcialmente suas atividades, por conta do atraso de pagamento de salários de outubro e novembro. Este grupo atende no Hospital Maternidade São Lucas e na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Limoeiro, ambos sob administração da Associação das Crianças Excepcionais Nova Iguaçu (ACENI). A Prefeitura admite o problema e disse que regularizará a situação nos próximos dias.

Os médicos só estão recebendo pacientes de urgência e emergência com classificação vermelha ou amarela. Segundo a advogada que representa estes profissionais, Lívia Siebra, isso só acontece para “a população não ficar desassistida”.

“Não é greve. É uma suspensão parcial. Mas se chegou a este ponto, é porque não tem nenhuma previsão. Juazeiro passou 10 dias sem secretário e, em nenhum momento, a Prefeitura ou a Secretaria se manifestou”, conta.

O atraso atinge todas as categorias, incluindo motoristas que fazem o transporte de pacientes. “Os médicos estão com salário aberto de outubro e novembro e já entrando em dezembro e não tem qualquer previsão. Nem cronograma. Ainda são contratos totalmente precários, sem vínculo trabalhista. Ficam jogando um para o outro. A empresa aponta para a Prefeitura e vice-versa”, exemplifica Siebra.

A reportagem procurou o diretor da ACENI, Naysser Landim, que está como diretor geral das duas unidades, mas não tivemos retorno até a publicação desta matéria.

Em nota, a Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Saúde, informou que a secretária Delian Pinheiro, nomeada no último dia 11, está realizando um levantamento de todas as pendências da pasta para resolver o mais rápido possível.

“No caso do pagamento dos servidores contratados, que inclui os motoristas, todas as providências estão sendo tomadas para sua efetivação. Da mesma forma, em relação aos funcionários da ACENI, que prestam serviço à UPA Limoeiro e Hospital e Maternidade São Lucas, os repasses estarão sendo realizados em breve”, garantiu.

Com uma nova gestão na Saúde, a Secretaria acrescentou que estão sendo realizadas as mudanças de senhas para a liberação dos pagamentos e repasses. “Todos os contratos relacionados à Saúde estão sendo avaliados para os encaminhamentos nos próximos dias”, completou.

Histórico
Em janeiro deste ano, por dois dias, também houve paralisação nos atendimentos nestas duas unidades de Saúde. Os médicos só receberam pacientes com classificação vermelha e amarela, por conta do atraso nos meses de novembro e dezembro de 2019. “Os médicos já vêm sofrendo com estes atrasos há vários anos”, reforça Lívia.

Na época, os dois hospitais estavam em transição de gestão entre a Instituto Médico de Gestão Integrada (IMEGI) e a ACENI. O valor cobrado chegava a quase meio milhão de reais.

*Conteúdo “G1 CE

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