Conselho internacional confirma potencial da Chapada do Araripe para reconhecimento da Unesco

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A pergunta norteadora sobre o que se quer reconhecer como patrimônio na região do Cariri conduziu a mesa de abertura do evento, que acontece entre os dias 6 e 9 de agosto em Juazeiro do Norte, Crato e Nova Olinda

A mesa de abertura do “I Seminário Internacional Patrimônio da Humanidade Chapada do Araripe”, realizada nesta terça-feira, (6), no Teatro Patativa do Assaré, Unidade Sesc Juazeiro do Norte, iniciou a campanha de reconhecimento patrimonial da bacia cultural e geográfica que atravessa os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. A partir da colaboração entre os órgãos responsáveis pelo processo de candidatura, ao lado da parceria entre o Sistema Fecomércio e a Fundação Casa Grande, foram discutidas coletivamente estratégias iniciais e assinado um termo de compromisso com o projeto.

Com o objetivo de destacar a importância do braço social do Sesc na articulação das áreas do lazer, da saúde, do esporte e da assistência, Maurício Filizola, Presidente da Fecomércio Ceará, trouxe o ponta pé inicial de trabalhar a cultura como elemento do dia a dia. Segundo ele, existe a necessidade institucional de reavivar os saberes em transmissão pelas tradições. “São ações que estão acontecendo que não representam apenas os sonhos dos Mestres, mas sim os nossos sonhos diante da cultura”, exemplificou o Presidente ao citar a inauguração dos museus orgânicos que ocorre durante a programação do evento.

O processo de reconhecimento do patrimônio perpassa ações culturais, sociais e políticas, como destacou o Secretário de Cultura do Estado, Fabiano Piúba, que cita o cantor Gilberto Gil para se questionar sobre o objeto da política cultural. “Temos que pensar o Cariri por trás de uma ancestralidade, pela diversidade das camadas da Chapada do Araripe, através do fazer artístico e cultural, da dimensão da cultura como saber fazer comum, comunitário e solidário”, articulou. Para ele, como a região brota da Chapada do Araripe, acaba sendo impossível pensar o patrimônio cultural sem as medições naturais.

Desse modo, “o que a gente quer reconhecer?”, provocou Candice Ballester do Departamento de Articulação e Fomento da Assessoria Internacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (IPHAN). Conforme ela, responder à questão tanto pode auxiliar no processo de construção da candidatura de um bem a ser reconhecido nacionalmente, como também visa fixar um compromisso internacional com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “A riqueza da Chapada do Araripe existe e ela é viva”, completou.

Ainda, as representações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), nos nomes da Eneida Braga e do Júlio Sampaio, respectivamente, revelaram a potência do material já levantado para a realização do evento para a viabilidade do projeto. Além disso, a ocasião contou com a presença de Alemberg Quindins, fundador da Fundação Casa Grande, Elane Lavor, gerente da Unidade Sesc local, Renato Fernandes, Secretário de Cultura de Juazeiro e a apresentação de grupos de tradição no Terreiro da Mestra Margarida.

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