Darlan e Glêdson trocam acusações em Juazeiro do Norte

FOTO: REDES SOCIAIS

Juazeiro do Norte vive um clima de tensão política entre os chefes do Executivo e Legislativo, desde o dia da posse, em 1º de janeiro deste ano. A situação se agravou após declarações do presidente da Câmara, Darlan Lobo (PTB), sobre o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos). Na sessão do dia 6, durante uma denúncia feita contra o vereador Marcio Joias (PTB), o presidente Darlan acusou Glêdson de covardia e traição. “O prefeito Glêdson é um homem sem compromisso. É um homem traidor e que tem coragem de tudo”, disse.

Darlan lembrou uma conversa que teria tido com o prefeito, no último mês de abril, quando colocou a presidência da Câmara à disposição do Executivo. Na conversa, os dois teriam decidido colocar um ponto final nas divergências. Mas, segundo Darlan, 22 dias depois, Glêdson o teria denunciado ao Ministério Público do Estado. Momentos antes, Darlan disse que Glêdson fazia uma gestão perversa e chegou a desafiá-lo, dizendo que podia vir pra cima e que já teria vivido o suficiente.

A denúncia contra Darlan é sobre uma gravação, onde o ex-policial militar João Paulo, autor de um pedido de cassação contra Glêdson e o vice-prefeito Giovanni Sampaio (PSD), assume que recebeu R$ 19 mil, após fechar acordo de R$ 20 mil com Darlan, para manter o pedido na Justiça Eleitoral. Ao avaliar as afirmações de Darlan, o prefeito disse que foi procurado pelo presidente da Câmara para colocar o Poder Legislativo à sua disposição e ajudar na gestão. “Assim como eu coloquei o Executivo à disposição da Câmara, para ajudar a reconstruir Juazeiro”, revelou Glêdson.

Entendo que devemos manter uma relação harmônica entre os poderes, apesar de que existe uma divergência política entre nós dois. Isso é público e notório. A população de Juazeiro toda já sabe disso. Ele tem um estilo de fazer política, eu tenho outro estilo de fazer política. Então, cada um no seu quadrado”, disse Glêdson.

O prefeito voltou a defender, apesar das divergências, a necessidade de uma relação harmoniosa. Mas, lembrou que não tem como apagar que houve um pedido de cassação contra ele e seu vice, e que todo Juazeiro ouviu a gravação colocando Darlan como patrocinador. “Vou reafirmar que investigue o que está posto no áudio e se tornou público, ao sair em jornal de circulação regional”, reafirmou Glêdson. “Não é o fato de existir uma relação harmoniosa entre os poderes, que vou deixar de procurar um direito que é meu”, disse. Glêdson finalizou dizendo que não vai fazer política com ódio, nem com ameaças, mas que não tem medo de ninguém. “Não tenho medo de cara feia, nem de arroubos de valentia. Quem me conhece, sabe disso”, completou, ao afirmar que as divergências políticas fazem parte da democracia e que pretende continuar tendo uma relação respeitosa.

*Conteúdo “Jornal do Cariri”

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