Diocese do Crato suspeita de proteger padres pedófilos

Dom Fernando Panico e dom Aldo Pagotto, enfrentam denúncias que envolvem prática de pedofilia.

A Diocese do Crato deve enfrentar novas denúncias contra o bispo afastado dom Fernando  Panico. Desta vez, denúncias chegadas ao Jornal do Cariri apontam que dom Fernando tem dado proteção a padres expulsos de outras Dioceses, acusados de crimes de pedofilia. A denúncia teria sido motivada pela entrevista de dom Aldo Pagotto, ao jornal  Folha de S. Paulo, onde assume o desejo de voltar a Arquidiocese de Fortaleza.

Dom Aldo renunciou a Arquidiocese da Paraíba acusado de pedofilia. O temor dos católicos é que o Ceará se transforme num paraíso para padres pedófilos. Em entrevista, o ex-arcebispo da Paraíba, dom Aldo diz que sua volta é para colocar a cabeça em ordem.

Dom Aldo pediu renúncia do cargo na Paraíba após acusação de envolvimento em uma sequência de escândalos de pedofilia. O Vaticano aceitou a renúncia, mas ainda não se manifestou sobre o novo destino do arcebispo afastado. Dom Pagotto iniciou sua carreira religiosa na capital cearense em 1985, onde exerceu a função de vigário episcopal da Região Metropolitana de Fortaleza. Entre os anos  de 1998 e 2004, foi bispo de Sobral, antes de se transferir para a Paraíba.

No Cariri, o bispo dom Fernando continua afastado para tratamento de saúde e a Diocese deve empossar um bispo substituto no dia 17 deste mês. Dom Gilberto Pastana terá muito trabalho para apagar os inúmeros casos de abusos sexuais deixados por Panico e, agora, terá que responder sobre ás denúncias de que sua Diocese abriga padres acusados de pedofilia. Os nomes dos denunciantes e dos padres serão mantidos em sigilo para evitar desgaste com a comunidade católica

Dom Fernando tem histórico negativo quando o assunto é abusos sexuais. Um grupo de católicos, descontentes com sua conduta, já denunciou uma série de casos envolvendo o religioso. Em agosto de 2015, um vídeo divulgado nas redes sociais (Youtube) comprometeu a vida pessoal do bispo e expôs o lado negro da Diocese. No vídeo, um ex-seminarista acusa dom Fernando de abuso sexual. O homem, identificado como Francisco Fábio, confessa ter vivido um romance patrocinado pela Igreja Católica, por mais de dois anos.

Em setembro, também de 2015 outro vídeo envolvendo o bispo circulou na internet. Uma senhora, identificada como Madalena, relata uma situação de assédio e influencia homossexual exercida, por dom Fernando. A vítima, um jovem identificado como Daniel, tinha na época 15 anos de idade. Segundo a denúncia, hoje, Daniel sofre de depressão.

O caso foi tratado pela Diocese como perseguição e a Cúria se manteve em silêncio diante dos fatos. Em resposta, a Diocese abriu processos civis e criminais contra os monsenhores  José Honor Brito e João Bosco Esmeraldo. Também respondem pela divulgação, o leigo Natan Batista e o juiz aposentado Vanderlei Landim.

As denúncias, seguidas dos processos da Diocese contra os católicos aconteceram no ano, declarado pela Igreja Católica, como ano da misericórdia. A imagem dos religiosos depondo na Delegacia de Polícia Civil da cidade colocou o bispo em rota de colisão com parte significativa do clero e da comunidade católica da região do Cariri.

No dia 30 de março de 2016, uma decisão do juiz da 1ª Vara Criminal do Crato, Renato Belo Viana impôs a primeira derrota de dom Fernando no caso dos vídeos veiculados nas redes sociais. Na decisão, o juiz identificou vícios processuais na ação e considerou o pedido sem fundamentação. Para o juiz, não houve ocorrência de crime por parte dos religiosos denunciantes.

Tanto dom Fernando Panico, quanto dom Aldo Pagotto, estão afastados e querem voltar as suas atividades sem que os casos em que são acusados de pedofilia e abusos sexuais sejam explicados. A Cúpula da Igreja Católica, com sede no Vaticano, em Roma, continua calada diante das denúncias. Dom Fernando foi procurado para responder sobre as acusações, mas não foi encontrado.

 

Com informações do Jornal do Cariri.

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