Eleições mudam composição da Assembleia; 5 suplentes assumem

Dos 12 deputados estaduais que concorreram em chapas majoritárias no último pleito municipal no Ceará, cinco foram eleitos para prefeituras. Com isso, suplentes serão efetivados nos mandatos a partir de 2021 Foto: José Leomar

Com o fim das disputas municipais no Ceará, a composição da Assembleia Legislativa deve mudar com o rescaldo dos resultados das urnas. Cinco deputados estaduais foram eleitos para comandar prefeituras cearenses, alterando a composição do Legislativo Estadual em 10,8% a partir de 2021. Os parlamentares titulares têm até 31 de dezembro para renunciar ao mandato e assumir em 1º de janeiro os cargos nas prefeituras.

Com a eleição de Sarto Nogueira (PDT) para a Prefeitura de Fortaleza e Nezinho Farias (PDT) para o Executivo de Horizonte, os suplentes Manoel Duca (PDT) e Lucílvio Girão (PP) serão efetivados. Lucílvio já ocupa a vaga de Zezinho Albuquerque (PDT), que se licenciou para assumir a Secretaria de Cidades na segunda gestão Camilo Santana (PT).

Com a vitória de Vitor Valim (Pros) em Caucaia, o suplente Tony Brito (Pros) também será efetivado no cargo de deputado estadual para o período 2021-2022.

Já quem assume a vaga do deputado Bruno Gonçalves (PP), eleito prefeito de Aquiraz, é Gordim Araújo (Patriota), que já assumiu cadeira no Legislativo no ano passado, quando o titular se licenciou do mandato.

No lugar de Patrícia Aguiar (PSD), eleita prefeita de Tauá, quem assume a vaga é Davi de Raimundão (MDB). Ele foi candidato a vice-prefeito em Juazeiro do Norte nessas eleições. A chapa, encabeçada pelo deputado Nelinho Freitas (PSDB), saiu derrotada do pleito. Davi de Raimundão também já chegou a assumir o cargo nesta legislatura da Assembleia, quando deputados do MDB se licenciaram.

Base contemplada

O resultado das eleições, portanto, contempla demandas da base aliada. Governistas, por exemplo, vinham fazendo rodízio de licenças para que Manoel Duca ocupasse vaga na Assembleia. Agora, isso não deve ser mais necessário.

Além disso, o governador deve ganhar um opositor “amigo” da base aliada: Tony Brito. Ele é bemquisto por aliados de Camilo Santana e, em outras vezes que assumiu a suplência na Casa, foi tratado como da base e não da oposição. A pauta do deputado do Pros é a defesa de melhorias para a Polícia Civil.

Retorno

Com a derrota nas urnas, o deputado estadual Júlio César Filho (Cidadania), líder do Governo Estadual no Legislativo, voltou ao mandato após o primeiro turno. Ele havia se licenciado em julho para se dedicar à campanha para a Prefeitura de Maracanaú. No entanto, lá quem ganhou foi o deputado federal Roberto Pessoa (PSDB), dando continuidade à gestão do seu grupo político à frente do Município.

Outros deputados estaduais também chegaram a concorrer no pleito deste ano, mas não tiveram sucesso nas urnas ou desistiram da candidatura. É o caso de Heitor Férrer (SD) e Renato Roseno (Psol), que disputaram a Prefeitura de Fortaleza, mas terminaram o pleito no quarto e sexto lugar, respectivamente.

Walter Cavalcante (MDB) também se lançou na disputa, mas como candidato a vice-prefeito na chapa de Heitor Férrer, que saiu derrotado.

Elmano Freitas (PT) concorreu à Prefeitura de Caucaia, e terminou na quarta colocação. Agenor Neto (MDB) também disputou o Executivo de Iguatu, mas não foi eleito.

Em Iguatu, aliás, o também deputado estadual Marcos Sobreira (PDT) chegou a disputar o Executivo neste ano, mas renunciou ao pleito, alegando desistência do partido.

Em 2016, cinco deputados estaduais foram eleitos prefeitos: Naumi Amorim, em Caucaia; Ivo Gomes, em Sobral; Carlomano Marques, em Pacatuba; Laís Nunes, em Icó; e Zé Ailton Brasil, no Crato.

*Conteúdo “Diário do Nordeste

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