Garçonete denuncia ter sido agredida por duas mulheres que se passaram por policiais federais em restaurante em Juazeiro do Norte

Suspeitas foram presas e vítima afirma receber ameaças.

Uma garçonete denunciou que foi agredida e abusada sexualmente por duas mulheres que se passaram por policiais federais no restaurante dela em Juazeiro do Norte, no Ceará. O crime aconteceu no dia 16 de novembro e as duas suspeitas foram contidas por clientes até a chegada da polícia que prendeu a dupla em flagrante.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, informou que um inquérito policial foi instaurado, concluído e remetido à Justiça e esclareceu que as suspeitas não são agentes de segurança pública.

Conforme a vítima, que terá a identidade preservada, ela estava trabalhando no estabelecimento comercial quando as duas chegaram ao local e pediram uma bebida alcoólica. Depois de entregar o pedido, as mulheres solicitaram um troco, que a garçonete afirmou não existir, já que as clientes ainda não haviam pago a bebida.

Após o episódio, as mulheres se desentenderam com a garçonete, se identificaram como policiais federais e arrastaram a vítima para um corredor do estabelecimento. A comerciante teve as roupas retiradas pelas suspeitas, com a justificativa de que ela passaria por uma revista.

A vítima afirma que, nesse momento, foi agredida e violentada sexualmente pelas duas suspeitas. “Eu não estou bem, eu não consigo dormir, eu tenho medo de trabalhar, porque eu continuo trabalhando no mesmo lugar, eu não fugi, mas eu não estou bem. Um dia depois eu senti dores muito fortes na minha parte genital, fui ao médico e constatou que eu precisava tomar antibiótico. Também foi constatado a violência sexual e eu estou aqui com o advogado para pedir justiça”, disse.

Mesmo com a prisão das suspeitas, a vítima afirma que ainda não conseguiu retomar a vida. “Quando eu fecho os olhos e vejo a cena que eu passei. Eu não vou falar para vocês que eu estou trabalhando 100% em paz, eu não estou. É como se eu trabalhasse para pagar as minhas contas, a minha luz, minha água, meu aluguel, mas ficasse todo tempo com medo. Quando eu vejo uma mulher com a fisionomia delas eu começo a chorar”.

De acordo com o advogado Roberto Duarte, que representa a vítima, a cliente foi ameaçada após o episódio. “Esse caso não vai parar, esse caso não vai ficar impune. Inclusive, ela foi ameaçada posteriormente do dia 19, um Boletim por ameaça foi confeccionado e registrado”.

Prisão

Segundo a mulher, outros clientes que estavam no local ficaram bastante assustados com o ocorrido, impediram as duas mulheres de deixarem o local e acionaram a polícia.

Quando os agentes chegaram ao estabelecimento pediram as suspeitas um documento de identificação que comprovasse que elas seriam policiais federais, mas elas não apresentaram.

As duas mulheres foram detidas por policiais militares e levadas para a Delegacia Regional de Juazeiro do Norte.

*Conteúdo “G1 CE

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