Governo lança programa de R$ 40 bilhões para financiar folha de pequenas e médias empresas

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado

BRASÍLIA — O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, anunciou nesta sexta-feira (dia 27) a criação de uma linha de crédito para pequenas e médias empresas quitarem suas folhas de pagamento. A medida será válida para empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões.

No total, o a linha de crédito será de R$ 40 bilhões, durante dois meses. Parte do dinheiro será subsidiada e garantida pelo Tesouro Nacional. A taxa de juros será de 3,75% ao ano. Haverá uma carência de seis meses e prazo de pagamento de 36 meses.

Durante o período de financiamento da folha, a empresa não poderá demitir.

— O dinheiro vai direto para as folhas de pagamento, então a empresa fecha o contrato com o banco, mas o dinheiro vai cair direto no CPF do funcionário. A empresa fica só com a dívida — disse Campos Neto.

O valor será limitado a dois salários mínimos. A operação será feita pelo BNDES.

— Essa operação conta com quatro participantes. O Tesouro, o BNDES, os bancos privados e o BC. O Tesouro aplica o subsídio e fica com as perdas e ganhos da operação. O BNDES opera os recursos do Tesouro, que vai passar para os bancos privados. Os bancos privados vão colocar 15% do seu bolso. Quem opera é o banco privado — disse o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.

Segundo Campos Neto, será preciso aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para permitir ao Banco Central emprestar direto às empresas, nos moldes do que o Federal Reserve (Fed, BC americano) anunciou há alguns dias.

Vários pequenos empresários têm relatado dificuldade de obter empréstimos junto a bancos nos últimos dias, mesmo após o BC ter liberado recursos de compulsórios, que são depósitos que as instituições financeiras são obrigadas a manter junto à autoridade monetária.

Mesmo com mais recursos em caixa, os bancos não estavam liberando novas linhas de crédito para as empresas. Economistas vinham defendendo, nos últimos dias, que o governo atuasse diretamente no socorro às empresas.

*Extra Online

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