Janot: defesas tentam desacreditar fatos “escancaradamente comprovados”

Procurador-geral da República disse que não conjuga os verbos “retroceder” e “desistir” no combate à corrupção

Jornal do Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse em discurso durante lançamento de campanha contra a corrupção que diante das provas coletadas pelo MP só resta aos corruptos tentar “desacreditar” os investigadores.

“As instituições estão funcionando. As reações têm sido proporcionais. Como não há escusas para os fatos descobertos, escancaradamente comprovados, a estratégia de defesa não pode ser outra senão tentar desacreditar a figura das pessoas encarregadas do combate à corrupção. Temos que lembrar e fazer saber aos nossos detratores, que não conjugamos dois verbos: retroceder e desistir no combate à corrupção”, afirmou nesta terça-feira (12) na sede do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília

“Nunca se viu, em toda a nossa história, tantas investigações abertas, tantos agentes públicos e privados investigados, processados e presos. As instituições estão funcionando”, enfatizou o procurador-geral, cujo mandato termina no próximo domingo (17).

Ele destacou o avanço do combate aos desvios e disse considerar a educação um dos caminhos para prevenir a corrupção. Em sua fala, Janot também elogiou a atividade da imprensa, entretanto, não citou nomes, nem explicitou o caso JBS e deixou o local sem falar com a imprensa.

“O enfrentamento à corrupção nos últimos anos foi alçado a prioridade na atuação do Ministério Público brasileiro”, disse.

Desde a última semana, ele tem sido alvo de críticas devido às novas revelações sobre o acordo de delação de executivos da JBS. A iniciativa de apurar o caso foi do próprio procurador-geral, após uma nova gravação entre o delator Joesley Batista e um de seus executivos, Ricardo Saud. A principal suspeita é de que eles tiveram ajuda do então procurador Marcello Miller, ex-auxiliar de Janot, na seleção dos fatos e agentes públicos a serem delatados.

Depois de deixar a carreira de procurador, Miller passou a trabalhar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, que negociou parte do acordo de leniência da JBS. Miller tem negado irregularidades em sua atuação.

No evento desta terça, Janot disse que “com certeza muitas pernas tremem” ante o trabalho de combate à corrupção que vem sendo feito.

O ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, Wagner Rosário, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, e autoridades do governo do Distrito Federal também participaram do evento no CNMP.

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