JUAZEIRO DO NORTE Via-Crúcis na fila para a estátua do Padre Cícero

Na colina do Horto, os fiéis aproveitam as longas filas para lembrar o calvário de Jesus até a crucificação

 

Juazeiro do Norte A tradição de subir até a Colina do Horto mobiliza milhares de pessoas na sexta-feira da Paixão, em Juazeiro do Norte. Durante o dia de ontem, foram realizadas no local diversas celebrações e encenações da Paixão de Cristo, além de procissão com a imagem de Cristo Morto, no fim da tarde, pelas ruas do Centro. Na Basílica de Nossa Senhora das Dores, houve veneração à imagem do senhor morto, até às 22 horas. Mesmo com chuva no início da manhã, muitas pessoas realizaram a caminhada pela estrada velha, na Rua do Horto, simbolicamente a "via-sacra" dos peregrinos, com as estações onde são realizados momentos de oração.

Foi intensa a movimentação na Colina do Horto, local mais visitado na Semana Santa, principalmente na Sexta-Feira da Paixão. Desde a madrugada, fiéis seguem a tradição de e subir as ladeiras até chegar ao monumento do Padre Cícero e, saem de várias cidades da região, para cumprir promessas e fazer o sacrifício. As filas para chegar à estátua, até o fim da manhã, eram imensas. Milhares de pessoas participaram de celebrações, além da encenação da Paixão de Cristo, pelo grupo Compactur, o mais antigo da cidade a fazer as apresentações no horto.

Cerca de 100 integrantes do Tiro de Guerra estavam organizando as filas para facilitar o acesso das pessoas desde o começo da manhã, de forma organizada, até a estátua do "Padim". Neste ano, em virtude das chuvas, até cerca de 7 horas, muitas pessoas deixaram de ir mais cedo. Portanto guarda-chuva, eles permaneceram nas filas aguardando a vez de chegar até ao monumento.

A preocupação com a segurança e venda de bebidas alcoólicas no local têm sido uma das grandes prioridades durante alguns anos, o que minimizou bastante esse tipo de comércio na área. O horto passou a ser um roteiro obrigatório para muitas pessoas que decidem passar o feriado da Semana Santa no Cariri. A maior parte dos peregrinos busca o sacrifício e orações nesse período. Tanto que a maioria dos que sobem a pé até chegar ao casarão histórico para participar das celebrações escolhe a ladeira antiga e, durante o percurso, faz uma pausa nas estações da Via-Sacra.

A dona de casa Maria José Gonçalves da Silva veio do Crato com mais de 20 pessoas. Ela percorreu a pé mais de 20Km, até chegar ao monumento, onde ainda enfrentou uma longa fila para agradecer uma promessa ao Padre Cícero. Com os pés no chão, ela subia feliz com a graça praticamente alcançada. Todos os anos, Maria José cumpre o que já é quase um ritual para a sua vida. "É raro o ano que não venho aqui. Sempre é importante poder agradecer", diz. A também dona de casa, Josefa Apolinário, veio cumprir a penitência. "Agora, volta para casa um pouco cansada, mas feliz com o dever cumprido", completa.

A área de estacionamento dos veículos se tornou pequena, diante da qualidade de pessoas pela manhã. O Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) esteve no local para manter a organização. Os carros estiveram impossibilitados de seguir até a parte superior, nas proximidades da estátua, em virtude do grande número de romeiros, de várias partes do Nordeste, que seguia a pé na rua de acesso principal ao monumento.

 Foto: Elizangela Santos

Diáriodo Nordeste

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