Movimento pede veto de prefeito do Crato à lei que proíbe ensino da ideologia de gênero nas escolas

DA AGÊNCIA CARIRICEARA
Davi Salomão com reportagem de Ambrósio Santos
Foto: Jota Lopes/Caririceara/Arquivo

De autoria do vereador Roberto Anastácio do Podemos e aprovado pelo Poder Legislativo na última segunda-feira em meio a uma sessão bastante tumultuada, o projeto que veda o ensino da ideologia de gênero nas escolas da rede pública municipal de ensino do Crato segue dando o que falar.

Nesta sexta-feira, movimentos sociais, pesquisadores, professores e representantes de setores do direito e da ciência estiveram na prefeitura pedindo que o prefeito José Ailton do PP vete o projeto de lei como explica a professora Cláudia Rejane.

“Objetivo é exatamente solicitado o Senhor Prefeito que vete esse projeto que é um absurdo. As pessoas não compreendem bem, as pessoas acham que discutir gênero na escola ensinar as crianças a serem homossexuais, ninguém ensina ninguém a ser homossexual. O que deve ser ensinado sim e isso nós aprendemos com muita veemência é o respeito às diferenças, o respeito à cidadania que todo ser humano. O objetivo do movimento é solicitar que o prefeito vete esse absurdo que esse projeto”.

Na ocasião, o líder do executivo cratense não se encontrava no Palácio Alexandre Arraes, sendo o grupo recebido pelo chefe de gabinete Fabiano Sales.

Estivemos em contato com o gabinete do gestor municipal, mas ninguém soube informar se o projeto já havia sido encaminhado pelo legislativo à prefeitura.

O professor, dramaturgo e presidente do diretório do PC do B em Crato, Cacá Araújo ressalta que o assunto deve ser discutido em sala de aula, contribuindo com a autonomia e com a construção de uma sociedade sem violência de gênero física e psicológica…

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“Esse projeto de lei que foi recentemente aprovado na Câmara Municipal do Crato ele é a expressão mais absurda da inconstitucionalidade da intolerância e da incitação à violência, mas em momento algum pretendemos que as escolas funcionam como centros de aliciamento como centros de pornografia ou de qualquer coisa que possa ameaçar ou agredir aviltar integridade de criança e adolescente, mas que a escola cumpra o seu mistério desse um Centro de Formação de discussão de debate de livre exercício da crítica de informação fundamentalmente de informação para quem é intolerante o respeito à diversidade”.


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