Placar do impeachment: Veja como votará o deputado cearense que você elegeu

A uma semana da votação do impeachment no Plenário da Câmara, 12 dos 22 deputados do Ceará já manifestaram apoio ao Governo de Dilma

Se dependesse somente dos votos da bancada cearense para a aprovação do impeachment, a presidente Dilma Rousseff (PT) permaneceria na presidência da República. Dos 22 deputados federais do Estado, 12 são declaradamente contra o impedimento da presidente. Para ser aprovado, o processo precisa do apoio de 342 dos 513 parlamentares durante a votação no Plenário, prevista para 15 de abril.

Para garantir um placar nacional a favor de Dilma, o Governo tem exatamente uma semana para convencer aliados e simpatizantes sobre a permanência da petista no cargo. Apesar da provável aprovação do impeachment na Comissão Especial da Câmara e de sua influência sobre os deputados, o resultado no Plenário é considerado uma incógnita.

O vice-coordenador da bancada cearense, deputado Cabo Sabino (PR) apoia o impeachment, mas não hesita ao afirmar que, no Ceará, as posições estão definidas em favor da presidente. Ele lista como apoiadores da permanência de Dilma até mesmo a correligionária Gorete Pereira que, através da assessoria, afirma que ainda não decidiu como votará. A única indefinição é sobre o voto do suplente Mauro Benevides (PMDB) que assumirá a vaga de Aníbal Gomes (PMDB) no próximo dia 12, devido à licença médica. 

Entre os votos contrários, estão os deputados Genecias Noronha (SD), Moroni Torgan (DEM), Moses Rodrigues (PMDB), Raimundo Gomes de Matos (PSDB), Ronaldo Martins (PRB), Vitor Valim (PMDB) e Danilo Forte (PSB), único representante do Ceará na Comissão Especial que analisa o pedido de impeachment. 

Força tarefa

Nos últimos dias, aliados do Governo têm investido em conversas nos bastidores, pedidos de apoio e redistribuição de cargos, principalmente após a saída do PMDB do Governo. Sabino destaca que, apesar de o impeachment ter maioria na Comissão, o resultado da votação no Plenário ainda não pode ser previsto devido a essas articulações.

No Ceará, segundo o vice-coordenador da bancada, houve encontros de parlamentares com o governador Camilo Santana (PT), que pediu voto contrário à saída de Dilma.

O líder da bancada do Ceará, José Airton Cirilo (PT), acredita que o impeachment não será aprovado na Câmara. “Não houve crime de responsabilidade cometido pela presidente Dilma Rousseff, e somente um grave atentado às leis pode configurar crime de responsabilidade suficiente para um impeachment, portanto  esse processo não tem base legal”, defende.

Próximos passos

A próxima fase do processo de impeachment é a votação na Comissão Especial do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ao acolhimento do impeachment. A votação está prevista para a segunda-feira (11).

Com o resultado da Comissão, a Câmara tem prazo de 48 horas, após publicação do parecer, prevista para o dia 12, para incluí-lo na Ordem do Dia. No dia 13, haverá a publicação no Diário do Legislativo. A partir daí, conta-se mais 48 horas para que o parecer vá a voto no plenário, o que deve acontecer na sexta-feira (15).

O processo é arquivado se menos de dois terços dos deputados votarem pela continuidade. Para abertura do processo, dois terços dos deputados (342 de um total de 513) devem votar a favor. O processo é, então, enviado ao Senado.

Tribuna do Ceará

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