Polícia prende suspeitos de participarem dos ataques aos bancos em Missão Velha

Juazeiro do Norte. O cerco policial e as intensas buscas pela quadrilha que explodiu duas agências bancárias na madrugada da última sexta-feira em Missão Velha, no Cariri, estão surtindo efeito. Dois suspeitos de participarem da ação violenta foram presos na tarde de ontem, por volta das 16 horas, na zona rural entre as cidades de Jardim e Missão Velha.

De acordo com o comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI), Coronel Francisco Souto, a prisão aconteceu após denúncias anônimas. “Ligaram informando que alguns homens suspeitos estavam na localidade de Morro de Areia, entre Brejo Santo e Jardim. Quando os policiais foram ao local, eles se embrenharam numa mata bastante fechada, com difícil visualização inclusive pelo helicóptero. Então mudei a estratégia e ordenei que quatro policiais a paisana fizessem rondas em duas motos”, detalha.

Foto: Vc/Repórter/WhatsApp
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A ação surtiu efeito. Os policiais primeiro capturaram o vigilante Nadeilson Wisardi dos Santos (foto short azul) que foi apontado, pelo Tenente Coronel, Paulo Hermann, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM), como responsável por bloquear os acessos à cidade, impedindo a chegada do reforço policial.

O suspeito mora em Pernambuco e é filho de um sargento da reserva daquele estado. Ele já tem várias passagens pela polícia, dentre os crimes, tráfico de drogas e assaltos. Com a prisão de “Preto”, como o suspeito é popularmente conhecido, os policiais chegaram ao paradeiro de Leonardo dos Santos Domingos (foto: short vermelho), que alegou ser inocente e justificou ter sido feito refém pelo bando. Porém, o Coronel Francisco Souto, afirmou que “os dois possuem ativa participação nos ataques”.

Esses bandidos do crime organizado dificilmente confessam a participação nos crimes. Mas não há dúvida que os dois participaram, possuímos vários indícios”, acrescentou o comandante do CPI. Na casa de Leonardo, na zona rural de Missão Velha, os policiais encontraram um fuzil 5.56 com 186 munições; uma pistola .40, com 179 munições e dois carregadores; 10 cartuchos de 9mm; uma farda do exército e uma pequena quantia em dinheiro.

A dupla foi conduzida a Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro do Norte e, posteriormente, “por determinação do Secretário de Segurança do Estado, André Costa, será encaminhada para Fortaleza”, informou Cel. Souto. O Comandante do CPI ressaltou ainda que as buscas pela quadrilha seguem de forma intensa. “O cerco está formado e já estamos em posse de várias informações que possam levar ao paradeiro desses bandidos, inclusive já temos os nomes de quase todos”, pontuou.

Foto: Vc/Repórter/WhatsApp
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Apreensões

A caçada pelo bando, iniciada na madrugada da última sexta, logo após os ataques, já resultou na apreensão de “um arsenal”, conforme classificou Cel. Souto. Já foram apreendidos três fuzis, uma escopeta, quatro pistolas, três coletes a prova de bala, dinheiro, farda do exército, balaclavas e muita munição de vários calibres. “A quantidade de bala que já foi apreendida dava para fazer uma guerra”, destacou o Comandante, mostrando o poder de fogo que a quadrilha tinha nas mãos.

Dinheiro roubado

Após contabilidade realizada pela agência do Bradesco, foi constatado que a quadrilha não conseguiu roubar nada, ainda conforme Francisco Souto. Já a gerência do Banco do Brasil está fazendo um balanceamento do dinheiro subtraído, estima-se algo em torno de R$ 400 a 600 mil. A contabilidade deve ser finalizada até o fim da próxima semana. Nenhuma linha de investigação foi descartada, no entanto, acredita-se que a maioria dos integrantes da quadrilha seja do Pernambuco, estado escolhido para rota de fuga.

Na fuga, houve troca de tiros com policiais e com uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). Apesar do apoio de outros destacamentos de cidades vizinhas, os assaltantes conseguiram fugir. Na fuga, eles abandonaram um carro 4X4 em uma estada carroçável. Dentro do veículo, os policiais encontraram armas de grosso calibre, bastante munição, coletes a prova de bala, e muito dinheiro. Havia também manchas de sangue nos bancos e nas armas, o que se faz supor que, durante a troca de tiros, os suspeitos ficaram feridos.

Com informações do Diário Cariri

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