Produção e comercialização agroecológicas são reforçadas em territórios do Ceará

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A produção familiar agroecológica de alimentos vem crescendo e garantindo a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros. Para os produtores, que vêm trocando experiências e melhorando dia a dia as suas práticas, a comercialização sempre foi um desafio. Uma das soluções que vem sendo trabalhada é a comercialização direta, por meio das Feiras Agroecológicas Solidárias.

Nestes espaços de comercialização que se multiplicam pelo Nordeste, é garantido um preço justo para ambas as partes. Sem a figura do atravessador, que por vezes compra pela metade e vende pelo dobro, agricultores conseguem sustentar suas famílias e consumidores levam para casa produtos que asseguram uma origem livre de agrotóxicos e com condições de trabalho indignas.

Além de preço, esse contato direto viabiliza trocas sobre qualidade, demandas e outros pontos que ajudam os agricultores e agricultoras familiares a melhor direcionarem suas produções e incrementarem ainda mais as suas rendas.

Foi com o objetivo de fortalecer esses espaços que nasceu o projeto da Rede de Feiras Agroecológicas e Solidárias do Ceará. Ele deriva de diversas experiências de comercialização e articulação vivenciadas nos territórios Vale do Curu e Aracatiaçu, Sertão Central, Maciço de Baturité e Sobral.

A Rede é um espaço de auto-organização dos(as) agricultores(as) agroecológicos(as) para práticas da Socioeconomia Solidária e da produção de alimentos saudáveis para a segurança alimentar e nutricional. Seu objetivo é fortalecer as Feiras Agroecológicas e Solidárias que resgatam as identidades alimentares, acolhem os saberes e sabores da Agricultura Familiar que comercializa produtos do quintal e fortalece a relação campo – cidade.

O projeto da Rede de Feiras Agroecológicas e Solidárias do Ceará é uma realização do Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhado (Cetra), em parceria com a Rede de Feiras Agroecológicas e Solidárias do Ceará e do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica (Ecoforte), por meio da Fundação Banco do Brasil (Fundação BB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Governo Federal.

Fonte/Foto: Agência EcoNordeste

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