Renan deve fazer lista com 10 nomes a serem investigados na CPI, incluindo Queiroga

Marcelo Queiroga - Faltou com a verdade ao dar números superestimados de vacinas contratadas pelo Ministério (Crédito: Jefferson Rudy)
Marcelo Queiroga - Faltou com a verdade ao dar números superestimados de vacinas contratadas pelo Ministério (Crédito: Jefferson Rudy)

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), deve apresentar nesta sexta-feira (18) uma lista com dez pessoas que vão passar da condição de testemunha para a de investigado pela comissão. As informações são da Folha.

De acordo com a reportagem, Renan tem dito a senadores do grupo majoritário que vai incluir o nome do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na lista.

Quem também deve passar para a condição de investigado são os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), o ex-secretário-executivo da Saúde Élcio Franco e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten.

Ainda de acordo com a Folha, oficialmente, Renan disse ainda estar analisando os fatos nesta semana e que não há nenhum nome confirmado para se tornar investigado.

A inclusão de Queiroga na lista de investigados pode representar que o senador deve incluí-lo nos pedidos de indiciamento no relatório final da comissão.

A senadores, Renan tem justificado Queiroga deve ser investigado por manter a compra da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, mesmo após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) negar a concessão de certificado de boas práticas em março. A autorização do documento aconteceu apenas neste mês.

Ainda segundo a Folha, senadores abriram um novo foco de investigação na comissão, na qual apuram o favorecimento do governo federal para a Precisa Medicamentos, representante da Bharat Biotech no Brasil. Francisco Maximiano, presidente da Precisa, foi convocado a prestar depoimento na comissão, e os senadores também aprovaram a quebra de sigilos do executivo.

Renan também justifica a decisão de investigar Queiroga com base em um documento que mostra que o ministro recentemente defendeu junto à OMS (Organização Mundial da Saúde) o diálogo com médicos que defendem o chamado tratamento precoce contra a Covid-19, com medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

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