Setor de serviços registra segunda alta seguida e recupera nível pré-pandemia, aponta IBGE

Setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia FOTO: AMANDA PEROBELLI/REUTERS - 06.07.2020
Setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia FOTO: AMANDA PEROBELLI/REUTERS - 06.07.2020

Avanço de 1,2% faz segmento superar em 0,2% o patamar em que se encontrava antes das medidas de isolamento, mostra IBGE

O setor de serviços engatou a segunda alta consecutivo ao crescer 1,2% em maio, na comparação com abril, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (13), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) faz o setor recuperar o patamar de fevereiro do ano passado, último mês sem os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia nacional.

A retomada do nível pré-pandemia no setor que mais contribui para as riquezas nacionais havia sido atingido no mês de fevereiro, mas acabou logo revertido com a queda de 3,1% do segmento em março, mês marcado pelo recrudescimento da segunda onda da pandemia, o que ainda não foi recuperado

“O setor vinha mostrando boa recuperação, mas, em março, com um novo agravamento do número de casos de covid-19, governadores e prefeitos de diversos locais do país voltaram a adotar medidas mais restritivas, afetando o funcionamento das empresas de serviços. Em abril e maio essas medidas começam a ser relaxadas e o setor volta a crescer”, aponta Rodrigo Lobo, gerente responsável pela pesquisa.

Com os resultados recentes, o setor de serviços ainda se encontra 11,3% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. No ano, o setor acumula alta de 7,3% e nos últimos 12 meses registra queda de 2,2%.

Atividades
Dos cinco ramos de atividades investigadas pela pesquisa, três tiveram crescimento em maio na comparação com o mês de abril, com maior destaque para o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que avançou 3,7% no período.

““A expansão nos transportes tem muito a ver com a queda no preço das passagens aéreas, além do aumento da demanda por esse serviço. O transporte aéreo cresceu 60,7% em maio. Além disso, o segmento de armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,6%), que também compõe a atividade, continua em ascensão”, analisa Lobo.

Outro dado positivo ficou por conta dos serviços prestados às famílias (+17,9%), que apresentaram a maior alta dentre todas as atividades investigados. O segmento, no entanto, segue 29,1% abaixo do registrado antes da pandemia.

As atividades de serviços profissionais, administrativos e complementares, que teve alta de 1% em maio, também não se recuperaram ainda e seguem 2,7% abaixo do nível em que se encontrava em fevereiro de 2020.

Os serviços de informação e comunicação e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e outros serviços aparecem, respectivamente, 6,4%, 4,7% e 3,3% acima do volume registrado no período pré-pandemia do novo coronavírus.

*R7

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