Somente 6 fiscais acompanham segurança de construção de poços em todo o Ceará

Com a crise hídrica no Ceará, cresce a procura pela construção de poços profundos em estabelecimentos e residências. Mas para que esse tipo de obra aconteça, é preciso alguns cuidados na hora de contratar a empresa responsável pela perfuração.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas), Claudio Oliveira, é preciso que a empresa contratada esteja registrada no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).

Realizar esses procedimentos é importante para a prevenção de acidentes. No entanto, as fiscalizações das obras não acontecem com uma maior celeridade porque apenas um grupo da construção civil é responsável por inspecionar as demandas de todo o estado, como explica o Chefe de Fiscalização da Superintendência regional do Trabalho e Emprego do Ceará , Luis Alves.

“Existe um grupo específico da construção civil que só tem seis pessoas para atender todo o estado do Ceará. A gente não tem braço suficiente para abarcar todas as questões de construção civil. Fazemos um planejamento em cima das obras que fazemos através da chamada comunicação prévia. As empresas que vão fazer obras são obrigadas a comunicar previamente aqui, no Ministério do Trabalho, que irão fazer obras. A gente escolhe, dentre elas, quais as que a gente considera prioridade para ser fiscalizada”, explica.

Na última terça-feira (15), um operário morreu soterrado durante a perfuração de um poço profundo, em restaurante na Avenida Osório de Paiva. A estrutura tinha cerca de 6 metros de profundidade, e a vítima foi soterrada por aproximadamente três metros de areia. As causas do acidente ainda estão sendo analisadas.

Tribuna do Ceará

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