STF: Temer terá que depor à PF, mas pode se calar sobre gravação

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Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin negou nesta quarta-feira (31) um pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para que ele só prestasse depoimento à Polícia Federal após o resultado da perícia da gravação de sua conversa com o dono da JBS, Joesley Batista.

A defesa de Temer também pedia que a Polícia Federal fosse proibida de realizar perguntas relacionadas ao áudio sem que a análise da gravação, que está sendo realizada pela própria PF, estivesse concluída. Fachin, no entanto, afirmou, em sua decisão que não pode vetar perguntas da Polícia Federal, mas que é um direito de Temer permanecer calado, caso não julgue os questionamentos pertinente

Nesta terça-feira (30), Edson Fachin autorizou a PF a enviar perguntas por escrito ao presidente, que deve respondê-las no prazo de 24 horas após o recebimento. Caso o ministro não determine que se aguarde a perícia antes do depoimento, a defesa pediu que ele ordene os policiais a não fazerem perguntas ligadas ao conteúdo do áudio, cuja validade é questionada por Temer.

“Além de insanáveis ilicitudes formais, que serão apontadas oportunamente, já se mostrou que o próprio conteúdo da prova arquitetada pelo citado empresário foi evidentemente adulterado”, reiteraram os advogados de Temer.

“Contudo, é de fácil percepção a absoluta impossibilidade de o Presidente da República fornecer respostas enquanto não finalizada a perícia deferida como prioridade por Vossa Excelência. Especialmente, impossíveis de ser respondidos seriam eventuais quesitos que digam respeito a uma gravação que, de antemão, já se sabe fraudada!”, diz a peça.

O áudio da conversa tem cerca de 40 minutos. Na gravação, Temer e Batista conversam sobre o cenário político e econômico e também acerca da situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

Com Agência Brasil

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