Terapeuta fala sobre técnicas que podem ser usadas “em casa” por pais de crianças autistas; veja o vídeo

Em meio à pandemia, a educação on-line das crianças se tornou desafio para os adultos

Abril azul é o mês de conscientização e debate sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e, dentre as terapias usadas por especialistas e recomendadas para esse público, destaca-se a Terapia Holística, que parte do princípio de que o ser humano faz parte de um todo e esses aspectos não podem andar separados e precisam estar juntos.

Segundo dados do Center of Deseases Control and Prevention (CDC), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Estima-se que no Brasil tenha cerca de 2 milhões de autistas. O autismo afeta vários aspectos da comunicação, além de influenciar também no comportamento.

Veja o vídeo:
Os autistas conseguem aprender, mas eles precisam de adaptações em sus tarefas. Os pais precisam fazer relatórios com preferências, coisas que causam desagrado às crianças e repassar aos professores e terapeutas. A Terapeuta Holística, Natália Gondim, destaca que diante do contexto de aula remotas e terapias on-line, isso se torna muito importante.

Ela lembra que é importante trabalhar com períodos curtos, geralmente de cinco a 10 minutos em atividades de alta complexidade, ou de complexidade crescente, incorporando gradativamente mais materiais. “É importante falar pouco, somente as palavras mais importantes, pois geralmente o autista não processa muito a linguagem, bem como utilizar gestos simples e imagens para apoiar tudo o que é falado e permitir assim a compreensão, pois eles são mais visuais do que verbais”, disse.

Outro fator importante é que os pais devem desenvolver rotinas de apoio com imagens que mostre o que vai ser feito no dia, respeitando a necessidade que a criança tem em passar momentos a sós, caminhar e brincar, pois assim ela poderá encarar isso como um prêmio após as atividades. Destaca-se que é importante também evitar falar em excesso e alto.

Quando os pais perceberem a ansiedade chegando no filho, estes devem procurar utilizar equipamentos de interesse e preferências da criança, com menor exigências, para que não haja birras ou uma maior ansiedade. Natália pondera que em casos de birra, é importante ter algum conhecimento de técnicas e modificação de condutas, para desviar a atenção da criança.

“Não se apavore, tente oferecer outros objetos e, no caso de não conseguir acalmá-la, desenvolva você mesma a atividade que a criança mais gosta, sem dar audiência para a birra dela. Fale palavras que chamam atenção e assim ela perceberá que há possibilidades de ingressar na brincadeira”, finalizou.

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