XILOGRAVURA Exposição conta história de Juazeiro

12 de Maio de 2016. ExposiÁ„o de Xilogravura retrata histÛria de Juazeiro do Norte - REGIONAL - 14re0233 - ANDRE COSTA

Ao todo, são 22 matrizes elaboradas, num período de dois anos e meio, que destacam os momentos mais marcantes do Município. Vários personagens são retratados na mostra, incluindo figuras religiosas, políticas e do Cangaço – Foto: André Costa

Juazeiro do Norte. A história da cidade fundada por Padre Cícero está sendo contada por meio da xilogravura, em exposição inédita, iniciada nesta semana, no Centro Cultural do Banco do Nordeste em Juazeiro (CCBNB). O xilógrafo e gráfico Cícero Lourenço Gonzaga resolveu contar a trajetória da cidade de uma forma diferente.

Ele destaca que o objetivo da exposição é desenvolver o senso estético público e estimular a apreciação da arte e cultura populares do Cariri, bem como permitir aos jovens o conhecimento de uma técnica milenar, abrindo oportunidade de revelar talentos artísticos.

Ao todo, são 22 matrizes elaboradas num período de dois anos e meio, que retratam os momentos mais marcantes do Município. A proposta de trabalho, segundo Cícero Lourenço, nasceu com Stênio Diniz, considerado um dos principais nomes da xilogravura. Embora Lourenço tenha concebido a elaboração do projeto, Diniz foi o responsável pelo incentivo e colaborou com opiniões acerca da temática. "Ele me veio com essa ideia e eu abracei de imediato", pondera Cícero.

Para a professora do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Rosimeire Alves de Oliveira, a exposição possui "valor imensurável". A docente trouxe uma turma de 20 alunos por considerar que "o trabalho ajuda a valorizar e a construir a memória de Juazeiro. A arte tem esse poder de transmitir a história".

Variedades

O trabalho conseguiu contemplar diferentes personagens e momentos marcantes. A beata Maria de Araújo, por exemplo, é retratada na exposição em dois momentos. Em um ela está só e no outro aparece recebendo a hóstia do Padim Cícero. Em outra xilogravura, está o encontro de Lampião e Padre Cícero. Noutras peças aparecem o beato José Lourenço e Floro Bartolomeu, um dos primeiros prefeitos da cidade.

A Colina do Horto, claro, não poderia faltar. Ela está acompanhada do Museu, também no Horto, da Basílica Menor Santuário Nossa Senhora das Dores, da Capela do Socorro e da casa em que o religioso viveu seus últimos dias, no Centro de Juazeiro. Cícero conta que, para produzir cada peça com os momentos distintos da história, precisou discutir com historiadores, escritores de Juazeiro e outros artistas do ramo. "O trabalho foi além da simples produção da xilogravura. Me preocupei em retratar o que de mais importante aconteceu", pontuou.

O estudante de história Gabriel Justino Bezerra, 22, avaliou que "exposições como essas são importantes para vivenciar na prática o que é discutido em sala de aula e serve como valorização e divulgação da arte da xilogravura, um tanto quanto esquecida pela geração mais nova". Animado com o número de pessoas que visitaram a exposição nos primeiros dias, Cícero revela o desejo de que o trabalho possa motivar os jovens a conhecerem a arte da xilogravura.

Diário do Nordeste

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